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Mostrando postagens de 2009

O que passou calou. O que virá dirá.

Vou sonhando até explodir colorido
No sol, nos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos.

Tô indo pra Bahia, minha Terra.

Não me interessa quem vai ler ou se vai ler, sei que eeeeu vou ler um dia e dar risadas

Talvez seja a última postagem do ano, mais provavelmente penúltima, ou até antepenúltima. Sei lá... Sei que viajo no dia 26 pra Bahia, daí rumo Sampa, de Sampa pra Ilha novamente.
Então, acredito que eu já tenho falado aqui nos posts desse mês de dezembro que 2009, putaquepariu, foi lindo! 2010 quero só ver! Mais auto-conhecimento, maturidade, paz, mais deus.
Terminei o segundo grau finalmente, com aquele gostinho de medo e saudades. Cean louco, UnB por vir... Eu, futura antropóloga mochileira das galáxias!! Conheci muitos lugares, abri mais a janelas das percepção, lembrei de muitas coisas, de amigos, de infânfia, de professores, de paixonites (kkkkkk, morro de vontade de me jogar na parede quando penso nisso, principalmente do Tuti, falo mermo rs, putaquéparéu, que tosqueira, eu, afff... se bem que isso é do ano passado...mas ah!meu 2009 começou em 2008). Esse ano que amei, voei com beija-flores, tive alma junto. Rá! cresci! Li MUUUUUUUUUUITO poucos livros, mas bastante coisas. Escute…

Só ouve falar dela.

E alma do piano e cores de Amelie que soam bem em mim, verde, vermelho, amarelo e azul. Das raras danças que compassam em exato, sabendo eu o próximo passo sem a condução do jogo dos olhos, das mãos, da cintura.
E só. Procurando, lendo, sonhando com tudo, a todo tempo, sem seus intervalos. Sonho sozinho é malacabado, triste como o piano, mas perfeito como ele.
Umbigo, peés feios, Capitu no rosto, seios mais lindos da Terra-terra, veia a mais no coração, susto nos dentes. Felicidade nos Abraços.
Andar e ficar em silêncio: estar amando.
Queria um livro, eu página, tu capa, nós poesia, sem nós. Embora o verbo está no passado, a partir de ontem. Que o coração tá cansado. Enxergou estar sozinho. Ridículo é o que queima por dentro sem propósitos.
que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço;
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada;
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão

O Montenegro
teu cinzel prateado...
com entalhos de anis.
Estrelado sim.
Dorme, leve flor
com sonho doce
é preciso sofrer depois de ter sofrido
e amar
e mais amar
depois de ter amado.

Guimarães
o mar
tão profundo e grande
quanto o mar que bate
dentro
de
mim

ps: comi a pêra. nem doce, nem azeda, nem amarga.

Escritos de metrô para Sagitário

Dias de luta e o céu de Brasília nos teus dedos, de repente, enquanto estava eu em tuas costas em velocidade, "cabelos ao vento", fazendo viver a imagem das canções de antigos revolucionários.
Busca lenha, guarda lenha, acende lenha, apaga lenha. A escuridão da noite abrançando o planalto central, com o estupro dos olhos pelas luzes, não de natal, mas do caminhar vertical do concreto pelo horizonte.
Será o fim do quadro-quadrado-do-amor?
Jagunços da poesia perigosa que se esconde nas entre-quadras, na entre-coxa da moça.
No fim do dia me arrependi de não ter comido a pêra.

Poder para o povo, pra fazer um mundo novo!

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ps: depois expresso minha opinião crítica e pensada calmamente, analisando os pontos!

"A vida é bela, que as gerações futuras a limpem de todo o mal, de toda opressão, de toda violência e possam gozá-la plenamente."
L. Trotsky

O salve do Rodriguêras, de Sampa da ex-Garoa, pros guerreiros do cerrado-central, diante do manifestação do dia 9 de dezembro:

EFEITO MORAL
(Rodrigo Ciríaco)

Bomba!
Expressivo artefato explosivo
Que se diz Inocente
De todas as acusações de mortes e ferimentos
Provocadas por suas explosões e estilhaços.
Afirma respeitar
A conduta e integridade física
De todos os manifestantes
Agindo apenas
Moralmente
Para garantir a continuidade
Da pacífica ordem
E do vantajoso
Progresso.
Sem indicações de efeitos colaterais.
Diz ser tão inofensiva
Quanto ler um poema!

dezembro, dezembro

a gente vai ficando velho e assim, pra alguns, cada vez mais jovens. E isso é clichê. A gente vai vivendo e começando a entender as coisas, nisso enxergamos que não entendemos nada. E é também clichê. Então o que nos resta? (Mais uma vez, clichê essa pergunta).
Vinícius escreveu um poema, já velho, tendo andando pelo mundo da multiplicidade, ele olha pra trás e vê o que restou: o que valeu a pena. "Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas... Resta essa capacidade de ternura... Resta esse respeito pela noite, resta essa vontade de chorar diante da beleza...". Vinícius vai, assim, contando as vivencias que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.
Uma vez Rubem Alves me disse que o que a gente aprende na vida é o que fica na memória depois do esquecimento. Mas a memória não é só de enxergar pela lembrança. É também uma coisa que não sei parecida como quando escuto música, que eu posso além de ver, posso tocar as cores.
No fim do ano, por razões alheias…
não falo como você fala, mas vejo bem o que você me diz.
se o mundo é mesmo parecido com o que vejo prefiro acreditar no mundo do meu jeito. E você estava querendo voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?
não digo nada, espero o vendaval passar. Por enquanto eu não sei o que você me falou, me fez rir e pensar porque não estou tão preocupada, não estar tão preocupada assim...

mesmo se eu cantasse todas as canções
todas as canções
todas as canções
todas as canções do mundo
sou bicho do maaato.

Aniversários na casa mímica quase nova

só vim dizer que vi o beija-flor.
nunca me chegou tão perto.
nunca de mim chegou tão perto.

Mundo em fúria, tião!

Sábado, passando um pouco das 7horas da manhã, dentro do carro no engarrafamento da EPTG, já chegando no Guará. Naquele espírito de sol nascendo mesmo, musiquinha no rádio, conversinhas, eu no banco de trás, comendo rosquinhas mabel com iogurte de morango, tranquilis e se conversava algo, nem me recordo.
Antes do proceder aqui dos fatos, digo que todas as pessoas da minha casa abominam filhos-de-um-cabrunco que se sentem melhores que os outros e furam filas em qualquer lugar que seja, banco, ônibus, padaria e PRINCIPALMENTE no trânsito com engarrafamento. Então, como resposta, na maioria das vezes deixamos o carro metade na via e metade no acostamento pra impedir os espertinhos safados. Mas desde o dia em que passou uma notícia na TV de um cara que levou um tiro na cabeca no meio do trânsito pq fazia o mesmo que nós, minha mãe mandou parar.
Agora voltando à cena do crime: Todos tranquilos dentro do carro e de repente aparece do nosso lado esquerdo, pelo acostamento, dentro de um A3 prat…

OCUPACAO FUNAI!

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CHEGUE CHEGUE CHEGUE!!!
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meu amor nao é fogueira, nem sopro
Nao se desfia, nem se desdobra à toa
É cauteloso e principia pouco
Para crescer a cada coisa boa
Amor bondoso, resistente ao tempo,
Fica até quando beija-flor nao voa

É meu destino, mesmo tao amavel
Tornar o amor, alem de insuportavel
Ao mesmo tempo, eterno e sem futuro
canta que é no canto que eu vou chegar, canta o teu encanto que é pra me encantar, canta para mim qualquer coisa assim sobre você, que explique a minha paz...

IndigenATO - Quinta-feira!

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Se você, como eu, não puder chegar lá antes do almoco, vá depois do almoco, ainda estará acontecendo. Mas dê as caras! É sério Porra! Chega de ficar revoltadinho só por email. Chega de revolucionários fantasmas!

beijosmepsicografem:*
escrevi num caderno velho, que na capa tem Beatles num faixa de pedestre, que nesse país só aqui é respeitada, tem a Janis com um copo e garrafa na mão, e dá a impressão de estar falando pra alguém " fuck men, i live", tem Neil, o grande guardião da Flanela Xadrez e uma foto mal impressa do Seu Zé tocando comigo na praça no ano retrasado.
Sinto a ausência e percebo que a saudade é solidão acompanhada, é quando o amor não foi embora, mas quem se ama já. As palavras se tornam apertadas. Sei que agora não passo de carne, saudade e silêncio. Pertencer a esses sonhos ainda, a esse amor torna mais brilhante a superfície por de baixo dos meus pés, mas chorosa, sozinha. Queria poder dar-lhe muito mais que palavras, mais que uma carta, e darei. Escrevi confissões desnecessárias – nada que não sabes. teamoainda.
não existem grades.
existem nós.
nós existimos.

Pra não dizer que não falei das flores que desabrocham sob a história de Zumbi.

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toda vez que paro pra respirar percebo que vivo uma vida isolada. Isso me deixa desesperada. Perdi a noção do tempo, punheta mental que consome o cérebro e a memória recente. Tudo é vontade de esquecer dos mundos em volta do meu umbigo, esquecer dos outros umbigos que insistem em aumentar minha avalanche quente, sal espumante, mar tsunami, pau de abolir ideologias. Fato: estamos todos fodidos. 17,18,19,20 anos. todos fodidos, a não ser que explodam as grades e voem. O negócio que os ferros sempre irão parar em algum lugar, sorte se não for em alguém, em algum umbigo. Conviver com umbigos que não conseguem enxergar as opções de vida nova é barra. Vida que faz bem pro espírito, mas que quer dizer: dinheiro pouco, roupa suja bastante pra lavar no rio, fadiga muita. No entanto, estradas demais, vontades demais, pessoas de-mais, sonho demais.
Umbigos que só sabem regar o mundo da vida dos outros com flores de plástico, dessas que não morrem, não querem sentir dor.

"Sei lá, sei lá... a v…
punheta mental
e saco cheio de corujas.
gosto de meninos e meninas.
e queria estar amando.

Burocracia e mais um monte de coisas

eis uma coisa a qual nao quero nunca: me acostumar com esse tipo de coisa.

SOS SANTUÁRIO DOS PAJÉS

Os Sobreviventes

não precisa dizer o que eu escuto todos os dias
eu sei que to no meio da sociedade e infelizmente não mudo o mundo sozinha
não me empede de sentir
e não querer estar anestesiada quanto a isso
eu prefiro chorar todos os dias depois do trabalho, do estupro
do que começar a achar normal

''Mato, não mato, atordôo minha sede com sapatinhas do Ferro’s Bar ou encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca, neste apartamento que pago com o suor do po-ten-ci-al criativo da bunda que dou oito horas diárias para aquela multinacional fodida.
Mas, eu quero dizer, e ela me corta mansa, claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e s…

Caimos exatamente na mesma ratoeira

Anotei essa frase do título num caderno meu - Caio F. de Abreu - copiado de algum blog, o qual não me lembro. O que me recordo é que ele falava sobre trabalho, canseira e todas essas coisas que a gente passa na rotina pra conseguir (sobre/sub)viver. Pois é, então deixe-me contar...
Nos últimos dias eu tava querendo arrumar um emprego, optei por entregar curriculuns em shoppings, porque, mew, os tempos do natal estão aí e o que as lojas contratam nesse período não é brincadeira. Na quinta-feira eu entreguei, mais ou menos, uns 20 curriculuns. Aí, okay, super animada, sabendo da contradicão que é esse trampo com tudo que eu tento viver e passar para as pessoas, sabendo que seria doloroso muita coisa. Quando eu entrei numa certa loja que valoriza estética, maquiagem, clichês, esteriótipos, playboys, capitalismo, exploracão, imoralidade em precos (Lua consciente desde o princípio), o gerente estava presente, o tal já marcou uma entrevista pro dia seguinte, sexta, ontem, às 14h30m. '
Sem…

Geniquéli

Chuva-chuva mesmo, à vera, Geniquéli só conheceu quando tinha uns 11 anos de idade. Bem, é possível que ele tenha até visto alguma chuvinha besta orvalhando mandacaru quando era menino-novo, mas não se lembrava; e não lembrar é igual a nunca ter visto. Pois chuva-chuva mesmo, lembrável e molhadeira, Geniquéli só foi conhecer uns seis meses depois de chegar em Brasília, vindo do sertão brabo de Pernambuco, lá onde a chuva chover não chovia.
Geniquéli chegou com mais sede de conhecer a chuva do que a tal da coca-cola com gelo anunciada na placa que enfeitava a porta da venda, lá no sertão. Foi por isso que ao desembarcar na Rodoferroviária de Brasília, quatro dias de viagem depois, suas primeiras palavras foram: “Mãe, cadê a chuva?”. “Já-já ela cai”, respondeu a mãe.
Mas não caiu. Era março, poeirama vermelha já danada. E entra mês e sai mês, e a secura só aumentando. De rachar sola de pé e sangrar nariz. E Geniquéli com pescoço meio torto de tanto olhar pro céu, um céu azul de doer as vi…
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caminho das águas
não sei tocar, mas toco
não sou palhaça, e ainda sim assim sou
não sei contar histórias, mas conto
não canto, mas canto muito
eu me acho
às vezes
deviam todos se achar
ou
pelo menos
procurar
tenho encarado separação. uma após a outra. levando, por vezes. por outras, trazendo.

passarão...
eu, passarinho.
você não ficou sabendo? Eu sou a única vadia louca por aqui.
fulano de tal que conheci tem a Lua em Leão.


interessante.

TRANSPORTE FILHO DA PUTA DESSA CIDADE

Estou até mais calma agora! E antes de tudo só quero dizer para todos que estão ainda esperando minhas cartas que estou incapacitada de querências e coisinhas miúdas na cabeça, só tenho coisa grande demais, não cabe dentro da caneta. E além do mais é coisa tola escrever pros outros agora, cartas, bilhetes, poemas, cordéis, o escambal... Mas está tudo aqui dentro de mim, então acreditem, to mandando um raio laser via olhos no céu. Tal coisa que amo, essas linhas prostitutas cheias de tatuagens de cadeia que enchem de tesão, drama, dor, flor, amor essa minha vida, coisa, loucura. Hoje sou vulcão, posso sentir o frio do mendigo de longe, os vestidos e diamantes, sapatos a ouro das princesas. Até no sertão o ouvido é pegado pelo grito fumante do galo e a língua gosta do milho roxo-puro indígena, com os olhos da memória como.
As buzinas das agulhas caindo. ÓDIO do metrô parado e à porra da cidade moderna cheia de prédios-cuzões por cima das nascentes e longos cabelos estuprados das árvores…

VIVENDO DE RIR.

Segredinhos

Nem posso dizer nada, por enquanto, dos meus dias, são todas as coisas segredinhos profanos. É pra não virar carvão da fogueira. HAUHAUHAUHAUHAU

pirocóptero

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Não sei voar de pés no chão. Eu entrei numa astrounave, sem sapatos, avental, sem gravatas, flutuei, levitei, muito acima do asfalto, eu e a felicidade. Só eu e ela. Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?

Água risca carvão em bom semblante

Por toalhas alheias molhadas na minha cama, sapatos e sandálias novas mal cuidadas ,do mesmo paradeiro, no meu chão, braseio com a desnovidade de não conseguir meus contos sobre o que fogueira debaixo da pele. Mas eu já falei tantas vezes dos teus azuis dos olhos, retocam-me todos os sentidos. Lírio e Rosa e Rosto e Voz. Nada é saudade e nada é desejo de prender-te entre as pernas. É coisa. É fraqueza viciosa. É ardor. É escolhido.
Peguei todas as cartas que não reli jamais, li, algumas e ri. Depois riscar pra bom semblante água carvoar.
Devo parar. Só se encontram dentes sujos e sobrancelhas femininas mal feitas depois de mil vezes fotografia vista. Amor bem vivido é assim, sempre uma pena.

O telefone

Rosa Anil Oliva Carvão

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Cheguei!

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Mas depois eu digo o que moveu meu coração, feito Rosa para o sertão. Vida serena. Vida Seca.

Como palavras ainda não tenho:

Aprende-se com MontanHa.

Temos o poder do Ser
Eterno Ser
De ter o que se quer
De ser o que se é
Somos a extensão de um único rio
Correndo na mesma direção

Frente, deixar, encantar, mulher, perguntar, água, terra, toco, buraco, criei, reflexo, vida, acredito, amor, ferida, dor, sinto, normal.

Lutamos eternamente com a vida
Fugimos e corremos da morte
Nos preocupamos com o imutável
Nos fazemos mutantes
O chão onde tantas vezes pisamos
nos leva certo ao destino
E se este for em branco
vemos de onde partimos

O que será, que será?

O tempo escorre. Escapa. Esquiva. Esculacha. Esnobe. Espera! No espaço. O tempo derrama, desemboca, desperdiça. No descaso. E na pressão, vem a pressa. De sentir, salvar, sorrir, suar. Soa sustenido. Soa surdo. Sua, expele, ejeta, expulsa.
Correndo, custa caber na cabeça da gente! É mais uma corrente que se apossa na mente, uma reação em cadeia. Ela nasce nobre, não necessariamente nua. Mas crua, como a dor. Novamente rirei meu riso e derramarei meu pranto, setenta vezes sete e o que também não for necessário. No concreto, no incerto esse tempo sempre se derrete, se desfaz, se refaz, me compromete.
Alucina, adverte e me abriga. Me aconchega nessa teia, porque sei que isso tudo que incendeia é obra infinita.

te amo, pra sempre.
amamos pra sempre.
juntamente pra sempre.

Agradecida pela vida, pelo ar perdido.
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Quando cai a ficha

sem cair a ligação.



Depois de um fim-de-semana na bohemííía.
O show acaba com a musiquinha:

"Desilusão, desilusãããão...
Danço eu, dança você
Na dança da solidão..."



"e agora em continentes muito afastados os pensamentos amam e se afogam em marés de águas paradas."
João Cabral de Melo Neto

Nós e GoG, pro Rodrigo que pega lá fora!

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Em homenagem ao Rodrigo e todo seu poder de sonhos! O Prossôr do gueto! Juro que, mew, nesse momentinho aí tirando a foto eu lembrei dele! Rap é nóis, doidêras! E gente, acessem o blog desse cara que digo clicando AQUI, vale a pena! O cara é um transformador, um revolucionário!
Aliás, tem o livro "Te pego lá fora", de autoria dele. Contos baseados em expriências vividas na sala de aula! Vai lá vai lá! O cara é FODA! Não foi difícil lembrar dele enquanto tirava essa foto com poetão do rap nervooooooso! Que, claro, não vou deixar de divulgar também. Quem não conhece GoG, não conhece o que é sublime em gestos e palavras na periferia, e ainda mais quando se fala de Brasília! Clique AQUI pra escutar uma de suas músicas mais conhecidas e fodonas : Brasil com P, e AQUI pra escutar uma das que eu mais gosto! Mas rola essa AQUI ó, boa pra caralho! E claro, essa AQUI pra quem quer chorar! Já ia me esqeucendo dessa belezura de música AQUI, puro amor.

Rodriguêras, já disse, te admiro pra…

Igreja, Adélia e eu.

"A Igreja é o melhor lugar. Lá o gado de Deus para pra beber água, rela um no outro os chifres e espevita seus cheiros que eu reconheço e gosto a modo de um cachorro. Igreja é a casamata de nós. Tudo lá fica seguro e doce, tudo é ombro a ombro buscando a porta estreita..."
Adélia Prado

A Adélia gosta da igreja. Eu já gostei. Não gosto mais. Lá ninguém gosta do meu cheiro e eu não gosto do deles. E em vez de relar seus chifres nos meus, o que o gado faz é me cutucar com a ponta dos seus chifres. Saio sempre machucada. Lá não volto mais. Lendo Adélia fiquei com saudade porque houve um tempo em que era gostoso estar na igreja.
Durante o começo da minha adolescência, acho que dos 13 aos 15 beirando 16, a igreja foi minha casamata, o meu melhor lugar. Não pensava nos mistérios da Santíssima Trindade, nem nos horrores do Inferno, nem tinha medo, nem procurava a porta estreita, nem a larga. Juro que pouco me importava a salvação da minha alma. O bom mesmo era o ombro a ombro. A igr…

Mais que nunca!

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Luto hoje! Luto como Rafaela!

Dia de Cazuza

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Enquanto o mundo desmorona pra ele só continua. O amor é o ridículo. E o sexo desgasta.

e só.






e é Sol.

Vento fala, como não?

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Pacto? An?

Quem são meus contemporâneos?
Às vezes encontro gente que tem cheiro de medo, no metrô, na escola, no ônibus, plano piloto, cidades satélites, qualquer lugar. Sinto que estas pessoas não são meus contemporâneos. Daí no meu novo livro de cabeceira li um poema, de um chinês, que foi escrito há milhares de anos, sobre um pastor de cabras que está longe, muito longe da mulher amada e mesmo assim pode escutar, no meio da noite, no meio da neve, o susurro do pente em seus cabelos, e lendo esse poema meio remoto, comprovo que sim, que estes sim: esse poeta, esse pastor e essa mulher são meus contemporâneos.
Sim, sim, por mais machucado e fodido que a gente possa estar, sempre é possível encontrar contemporâneos em qualquer lugar do tempo em qualquer lugar do mundo. E sempre que isso acontece, e enquanto isso dura, a gente tem a sorte de sentir que é algo na infinita solidão do universo: alguma coisa a mais que uma ridícula partícula de pó, alguma coisa além de um momentinho fugaz.
De verdade. A…

¬¬

Tem gente que consegue me tirar do sério inacreditavelmente com pouquíssimo, não tô nem ligando, eu me basto, só não esperava. Não sei dizer. É de me tirar o fôlego e as palavras. Mas que infâmia, logo hoje! Primeiro dia de Primavera! Essa é a raiva!



ps: Pega no Google não, Pega na minha e balança!#&¨@&*#¨@

Escrever

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não alcança mais.
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estilo fim de festa*
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Ele é rotina.

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Sorriso mais lindo dos poetas todos

Sempre no fim do pensamento, sempre, se chama saudade.

transcorrer

guardar lá dentro o amor não impede que ele empedre mesmo crendo-se infinito

título?

Com um dedo, toco a borda da tua boca, desenhando-a como se saísse da minha mão, como se a tua boca se entreabrisse pela primeira vez, e basta-me fechar os olhos para tudo desfazer e começar de novo, faço nascer outra vez a boca que desejo, a boca que a minha mão define e desenha na tua cara, uma boca escolhida entre todas as bocas, escolhida por mim com soberana liberdade para desenhá-la com a minha mão na tua cara e que, por um acaso que não procuro compreender, coincide exactamente com a tua boca, que sorri por baixo da que a minha mão te desenha.
Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais de perto, e então brincamos aos ciclopes, olhando-nos cada vez mais de perto. Os olhos agigantam-se, aproximam-se entre si, sobrepõem-se, e os ciclopes olham-se, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam sem vontade, mordendo-se com os lábios, quase não apoiando a língua nos dentes, brincando nos seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então as min…

Saudadinha

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Carta para Karl

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Não se volatizou ainda, querido, Karl. Sinto dizer-lhe que pouco acredito que isso aconteça, no entanto eu ainda respire por isso, viva isso, por isso. Você não viu, meu amigo, mas eu estou vendo, toda a sua revolução gera mais rancor, raiva, ódio, violência, embora tudo seja baseado no amor, acredito eu. "Em momento algum o partido C. cessa de desenvolver nos operários uma consciência tão clara quanto possível do antagonismo hostil existente entre a burguesia e o proletariado." Que triste é você não estar vivo hoje ainda pra ver que as esperanças manifestadas nesses documentos se confirmaram plenamente, mesmo que indiretamente, dentro da cabeça de muitos, que no presente são embriões poderosos. Se confirmaram plenamente porque a partir de sua força, o desgaste das tuas palavras por causa de homens animalescos, pôde surgir o Familiarismo, que além de querer o que você quis, vai além, pois é mais além que a poesia, a mágica, é amor de estar junto, unido, agrupa todos numa só …

Lorraine Maciel, quixotiana irmã.

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Nós somos passarinhos, nós somos Bem-te-vis, cantando a liberdade, cantando pra existir. É pra ela que tenho que escrever cartas, tenho que presentear com 'a poesia mais linda do mundo'. Minha poeta criança predileta. Que ouve a música da chuva de granizo. Que me acompanha no meu enxergar do petrificado fatalismo do mundo. Que me rega o sonhar, que ri comigo pra caralho!!! Ai meu Deus, quanto que eu te devo? O MUNDO INTEIRO, né? Sabe o que eu tava lembrando? (Tô me acabando muito de rir aqui só de lembrar) Lembrando do clipe que a gente ia fazer dos Gangsters kkkkkkk que eu nem lembro mais qual música era, sei que tu inventou uns capacetes com raiozinhos kkkkk e tipo um moicano em cima. Enfim, eu queria muito colocar um vídeo nosso cantando familiarismo lá no banco jardinzinho lá do colégio, mas aconteceu uma catástrofe com todas as minhas lembranças materiais do computador. Mew, telefonemas, risadas, sonhos de viagens, sexo (pronto, falei), desespero de notas vermelhas, prova…

Ser menina

Vou pro campo. No campo tem flores, as flores tem mel, mais a noitinha estrelas no céu, no céu, no céu... O céu da boca da onça é escuro. Não cometa, não cometa furos: Pimenta malagueta não é pimentão, tão, tão, tão. Vou pro campo acampar no mato, no mato tem pato, gato, carrapato, canto de cachoeira, dentro d'água tem pedrinhas redondas.
Não sou tanajura, mas eu crio asas. Com os vagalumes eu quero voar, voar, voar. O céu estrelado hoje é minha casa, que fica mais bonita quando tem luar, luar, luar. Quero acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá.
Dizem que verrugas são estrelas que a gente conta, que a gente aponta antes de dormir, dormir, dormir...
Os sete anões pequeninos, sete corações de meninos e a alma leve, leve, leve. São folhas e flores ao vento, o sorriso e o sentimento. Música 'Meninos' - de Juraildes da Cruz- Goiânia - Contador de História.

"Meus pensamentos me beliscam"

Eu não tô conseguindo. Meu Deus. Ajudai-me. Livrai-me dos vícios. Eu que estou totalmente entregue às indecisões, manias, vontades, indisciplina. Hedonismo é o meu nome, beibe. Tô chegando no nível do desespero. Amor e ódio por esses comportamentos, os quais não me pertencem, mas eu a eles. Não aguento mais. Não aguento, é isso! Porque sendo assim é um auto-boicote. Já que tudo tem que ser pra já, pra ontem, pra aula de amanhã. Trabalhos, trabalhos, trabalhos, trabalhos. E o assassino do vestibular? Existe vida após ele? Nem falo das horas pra estudar, isso pra mim é prazer, mas de acreditar em si, abrir mão de várias coisas e no resultado, BUM, quen quen quen queeeeeen, sinto dizer-lhe, você não foi capaz.
Tem hora que me deleito na paz de espírito, só em molhar as plantas, conversar com elas em pensamento e torcer pra que beija-flor no plural apareça. É a purificação da vida. Me deleito no meu tempo, no tempo que é só meu e me liberto das comparações numa dança solitária, como um ca…

Tu que cantas passarim

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Coisas que a gente se esquece de dizer. Frases que o vento vem às vezes me lembrar. Coisas que ficaram muito tempo por dizer...na canção do vento não se cansam de voar. Você pega o trem azul, o Sol na cabeça. O Sol pega o trem azul, você na cabeça: Um sol na cabeça.
Eu tenho um amor que não tem face. Que, perdido em meus tantos descaminhos vaga leve à espera que o destino encaminhe o sonhado desenlace. É um amor adiado e nunca pronto. Sem receita ou remédio. É sem cura. E meu rosto, em sorrisos, dissimula, pois que é condenado ao desencontro.
Posso ver, noutros olhos como os meus, que seu brilho também sobrevive, revela outro par de incansáveis, insaciáveis. Até quando?
Pra saber desse amor que me envolveu, mira os olhos que, postos ante os seus, nos revelam o quanto são amáveis.

Tôin

Tá bom, digo mesmo que quem não foi no show da 25ª Noite Cultural do T-Bone, put a keep are you, perdeu o espetáculo do meu amigo Tôin. Desculpa aí pra todo mundo se ele me puxou pra dançar forró! Grátis aprender passo novo. Hohoho PUTA SHOW! Arte bruto! Além do sorriso de lajota brilhante! Além de ser aberto...Tô feliz!
Escutaaíescutaaí, vale a pena!

"Sou Pataxó, sou Xavante e Cariri, Ianonami, sou Tupi, Guarani, sou Carajá. Sou Pancararu, Carijó, Tupinajé,Potiguar, sou Caeté, Fulni-o, Tupinambá. Depois que os mares dividiram os continentes quis ver terras diferentes. Eu pensei: "vou procurar um mundo novo, lá depois do horizonte, levo a rede balançante pra no sol me espreguiçar". Eu atraquei num porto muito seguro, céu azul, paz e ar puro... botei as pernas pro ar. Logo sonhei que estava no paraíso, onde nem era preciso dormir para se sonhar.
Mas de repente me acordei com a surpresa: uma esquadra portuguesa veio na praia atracar. De grande-nau, um…

C.L.

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar sta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. É o que se passa. Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. Tô em Brasília, uma verdadeira prisão ao ar livre. Oscar, meu querido Oscar disse que "As mulheres existem para que as amemos, e não para que as compreendamos." E disse mais, aquele safado doido e gentil: "A arte, felizmente, ainda não soube encobrir a verdade."

MINHA VIDA

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Movimentos Populares desse meu Brasil

Fico indignada só de ter que convencer alguém pra algum ato. Hoje, 7 de setembro, teve o Fora Sarney em Brasília, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro. Tenho que aproveitar esse oportunidade pra expor as idéias sobre o ato de hoje, dia da independência. Aqui, na capital, houve outro grupo manifestando, o ''Grito dos Excluídos''.
A concentração foi 8:30 da manhã no gramado da rodoviária. Foram pontuais. Chegou a dar umas 150 pessoas. É pouco. Muito pouco. Isso porque,primeiro, a minoria que tá unida, isso é absoluto afirmar. Por exemplo, eu, que tenho todos os contatos da galera que tá sempre organizando recebi emails sobre os dois movimentos. Pensava eu que era unido. Cheguei lá e os dois movimentos foram se encontrar bem depois, e sim, ficou mais forte. A galera do grito se separou porque a mensagem deles era sobre a galera da estrutural, sobre a saúde, educação, enfim, era geral e Fora Sarney, era fora sarney. Depois ainda encontramos mais uns 2 grupos minúsculos com ca…

7 de setembro

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