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Mostrando postagens de Outubro, 2009
você não ficou sabendo? Eu sou a única vadia louca por aqui.
fulano de tal que conheci tem a Lua em Leão.


interessante.

TRANSPORTE FILHO DA PUTA DESSA CIDADE

Estou até mais calma agora! E antes de tudo só quero dizer para todos que estão ainda esperando minhas cartas que estou incapacitada de querências e coisinhas miúdas na cabeça, só tenho coisa grande demais, não cabe dentro da caneta. E além do mais é coisa tola escrever pros outros agora, cartas, bilhetes, poemas, cordéis, o escambal... Mas está tudo aqui dentro de mim, então acreditem, to mandando um raio laser via olhos no céu. Tal coisa que amo, essas linhas prostitutas cheias de tatuagens de cadeia que enchem de tesão, drama, dor, flor, amor essa minha vida, coisa, loucura. Hoje sou vulcão, posso sentir o frio do mendigo de longe, os vestidos e diamantes, sapatos a ouro das princesas. Até no sertão o ouvido é pegado pelo grito fumante do galo e a língua gosta do milho roxo-puro indígena, com os olhos da memória como.
As buzinas das agulhas caindo. ÓDIO do metrô parado e à porra da cidade moderna cheia de prédios-cuzões por cima das nascentes e longos cabelos estuprados das árvores…

VIVENDO DE RIR.

Segredinhos

Nem posso dizer nada, por enquanto, dos meus dias, são todas as coisas segredinhos profanos. É pra não virar carvão da fogueira. HAUHAUHAUHAUHAU

pirocóptero

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Não sei voar de pés no chão. Eu entrei numa astrounave, sem sapatos, avental, sem gravatas, flutuei, levitei, muito acima do asfalto, eu e a felicidade. Só eu e ela. Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?

Água risca carvão em bom semblante

Por toalhas alheias molhadas na minha cama, sapatos e sandálias novas mal cuidadas ,do mesmo paradeiro, no meu chão, braseio com a desnovidade de não conseguir meus contos sobre o que fogueira debaixo da pele. Mas eu já falei tantas vezes dos teus azuis dos olhos, retocam-me todos os sentidos. Lírio e Rosa e Rosto e Voz. Nada é saudade e nada é desejo de prender-te entre as pernas. É coisa. É fraqueza viciosa. É ardor. É escolhido.
Peguei todas as cartas que não reli jamais, li, algumas e ri. Depois riscar pra bom semblante água carvoar.
Devo parar. Só se encontram dentes sujos e sobrancelhas femininas mal feitas depois de mil vezes fotografia vista. Amor bem vivido é assim, sempre uma pena.

O telefone

Rosa Anil Oliva Carvão

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Cheguei!

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Mas depois eu digo o que moveu meu coração, feito Rosa para o sertão. Vida serena. Vida Seca.

Como palavras ainda não tenho:

Aprende-se com MontanHa.

Temos o poder do Ser
Eterno Ser
De ter o que se quer
De ser o que se é
Somos a extensão de um único rio
Correndo na mesma direção

Frente, deixar, encantar, mulher, perguntar, água, terra, toco, buraco, criei, reflexo, vida, acredito, amor, ferida, dor, sinto, normal.

Lutamos eternamente com a vida
Fugimos e corremos da morte
Nos preocupamos com o imutável
Nos fazemos mutantes
O chão onde tantas vezes pisamos
nos leva certo ao destino
E se este for em branco
vemos de onde partimos

O que será, que será?

O tempo escorre. Escapa. Esquiva. Esculacha. Esnobe. Espera! No espaço. O tempo derrama, desemboca, desperdiça. No descaso. E na pressão, vem a pressa. De sentir, salvar, sorrir, suar. Soa sustenido. Soa surdo. Sua, expele, ejeta, expulsa.
Correndo, custa caber na cabeça da gente! É mais uma corrente que se apossa na mente, uma reação em cadeia. Ela nasce nobre, não necessariamente nua. Mas crua, como a dor. Novamente rirei meu riso e derramarei meu pranto, setenta vezes sete e o que também não for necessário. No concreto, no incerto esse tempo sempre se derrete, se desfaz, se refaz, me compromete.
Alucina, adverte e me abriga. Me aconchega nessa teia, porque sei que isso tudo que incendeia é obra infinita.

te amo, pra sempre.
amamos pra sempre.
juntamente pra sempre.

Agradecida pela vida, pelo ar perdido.
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Quando cai a ficha

sem cair a ligação.



Depois de um fim-de-semana na bohemííía.
O show acaba com a musiquinha:

"Desilusão, desilusãããão...
Danço eu, dança você
Na dança da solidão..."



"e agora em continentes muito afastados os pensamentos amam e se afogam em marés de águas paradas."
João Cabral de Melo Neto

Nós e GoG, pro Rodrigo que pega lá fora!

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Em homenagem ao Rodrigo e todo seu poder de sonhos! O Prossôr do gueto! Juro que, mew, nesse momentinho aí tirando a foto eu lembrei dele! Rap é nóis, doidêras! E gente, acessem o blog desse cara que digo clicando AQUI, vale a pena! O cara é um transformador, um revolucionário!
Aliás, tem o livro "Te pego lá fora", de autoria dele. Contos baseados em expriências vividas na sala de aula! Vai lá vai lá! O cara é FODA! Não foi difícil lembrar dele enquanto tirava essa foto com poetão do rap nervooooooso! Que, claro, não vou deixar de divulgar também. Quem não conhece GoG, não conhece o que é sublime em gestos e palavras na periferia, e ainda mais quando se fala de Brasília! Clique AQUI pra escutar uma de suas músicas mais conhecidas e fodonas : Brasil com P, e AQUI pra escutar uma das que eu mais gosto! Mas rola essa AQUI ó, boa pra caralho! E claro, essa AQUI pra quem quer chorar! Já ia me esqeucendo dessa belezura de música AQUI, puro amor.

Rodriguêras, já disse, te admiro pra…

Igreja, Adélia e eu.

"A Igreja é o melhor lugar. Lá o gado de Deus para pra beber água, rela um no outro os chifres e espevita seus cheiros que eu reconheço e gosto a modo de um cachorro. Igreja é a casamata de nós. Tudo lá fica seguro e doce, tudo é ombro a ombro buscando a porta estreita..."
Adélia Prado

A Adélia gosta da igreja. Eu já gostei. Não gosto mais. Lá ninguém gosta do meu cheiro e eu não gosto do deles. E em vez de relar seus chifres nos meus, o que o gado faz é me cutucar com a ponta dos seus chifres. Saio sempre machucada. Lá não volto mais. Lendo Adélia fiquei com saudade porque houve um tempo em que era gostoso estar na igreja.
Durante o começo da minha adolescência, acho que dos 13 aos 15 beirando 16, a igreja foi minha casamata, o meu melhor lugar. Não pensava nos mistérios da Santíssima Trindade, nem nos horrores do Inferno, nem tinha medo, nem procurava a porta estreita, nem a larga. Juro que pouco me importava a salvação da minha alma. O bom mesmo era o ombro a ombro. A igr…