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Mostrando postagens de Novembro, 2009
não falo como você fala, mas vejo bem o que você me diz.
se o mundo é mesmo parecido com o que vejo prefiro acreditar no mundo do meu jeito. E você estava querendo voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?
não digo nada, espero o vendaval passar. Por enquanto eu não sei o que você me falou, me fez rir e pensar porque não estou tão preocupada, não estar tão preocupada assim...

mesmo se eu cantasse todas as canções
todas as canções
todas as canções
todas as canções do mundo
sou bicho do maaato.

Aniversários na casa mímica quase nova

só vim dizer que vi o beija-flor.
nunca me chegou tão perto.
nunca de mim chegou tão perto.

Mundo em fúria, tião!

Sábado, passando um pouco das 7horas da manhã, dentro do carro no engarrafamento da EPTG, já chegando no Guará. Naquele espírito de sol nascendo mesmo, musiquinha no rádio, conversinhas, eu no banco de trás, comendo rosquinhas mabel com iogurte de morango, tranquilis e se conversava algo, nem me recordo.
Antes do proceder aqui dos fatos, digo que todas as pessoas da minha casa abominam filhos-de-um-cabrunco que se sentem melhores que os outros e furam filas em qualquer lugar que seja, banco, ônibus, padaria e PRINCIPALMENTE no trânsito com engarrafamento. Então, como resposta, na maioria das vezes deixamos o carro metade na via e metade no acostamento pra impedir os espertinhos safados. Mas desde o dia em que passou uma notícia na TV de um cara que levou um tiro na cabeca no meio do trânsito pq fazia o mesmo que nós, minha mãe mandou parar.
Agora voltando à cena do crime: Todos tranquilos dentro do carro e de repente aparece do nosso lado esquerdo, pelo acostamento, dentro de um A3 prat…

OCUPACAO FUNAI!

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CHEGUE CHEGUE CHEGUE!!!
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meu amor nao é fogueira, nem sopro
Nao se desfia, nem se desdobra à toa
É cauteloso e principia pouco
Para crescer a cada coisa boa
Amor bondoso, resistente ao tempo,
Fica até quando beija-flor nao voa

É meu destino, mesmo tao amavel
Tornar o amor, alem de insuportavel
Ao mesmo tempo, eterno e sem futuro
canta que é no canto que eu vou chegar, canta o teu encanto que é pra me encantar, canta para mim qualquer coisa assim sobre você, que explique a minha paz...

IndigenATO - Quinta-feira!

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Se você, como eu, não puder chegar lá antes do almoco, vá depois do almoco, ainda estará acontecendo. Mas dê as caras! É sério Porra! Chega de ficar revoltadinho só por email. Chega de revolucionários fantasmas!

beijosmepsicografem:*
escrevi num caderno velho, que na capa tem Beatles num faixa de pedestre, que nesse país só aqui é respeitada, tem a Janis com um copo e garrafa na mão, e dá a impressão de estar falando pra alguém " fuck men, i live", tem Neil, o grande guardião da Flanela Xadrez e uma foto mal impressa do Seu Zé tocando comigo na praça no ano retrasado.
Sinto a ausência e percebo que a saudade é solidão acompanhada, é quando o amor não foi embora, mas quem se ama já. As palavras se tornam apertadas. Sei que agora não passo de carne, saudade e silêncio. Pertencer a esses sonhos ainda, a esse amor torna mais brilhante a superfície por de baixo dos meus pés, mas chorosa, sozinha. Queria poder dar-lhe muito mais que palavras, mais que uma carta, e darei. Escrevi confissões desnecessárias – nada que não sabes. teamoainda.
não existem grades.
existem nós.
nós existimos.

Pra não dizer que não falei das flores que desabrocham sob a história de Zumbi.

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toda vez que paro pra respirar percebo que vivo uma vida isolada. Isso me deixa desesperada. Perdi a noção do tempo, punheta mental que consome o cérebro e a memória recente. Tudo é vontade de esquecer dos mundos em volta do meu umbigo, esquecer dos outros umbigos que insistem em aumentar minha avalanche quente, sal espumante, mar tsunami, pau de abolir ideologias. Fato: estamos todos fodidos. 17,18,19,20 anos. todos fodidos, a não ser que explodam as grades e voem. O negócio que os ferros sempre irão parar em algum lugar, sorte se não for em alguém, em algum umbigo. Conviver com umbigos que não conseguem enxergar as opções de vida nova é barra. Vida que faz bem pro espírito, mas que quer dizer: dinheiro pouco, roupa suja bastante pra lavar no rio, fadiga muita. No entanto, estradas demais, vontades demais, pessoas de-mais, sonho demais.
Umbigos que só sabem regar o mundo da vida dos outros com flores de plástico, dessas que não morrem, não querem sentir dor.

"Sei lá, sei lá... a v…
punheta mental
e saco cheio de corujas.
gosto de meninos e meninas.
e queria estar amando.

Burocracia e mais um monte de coisas

eis uma coisa a qual nao quero nunca: me acostumar com esse tipo de coisa.

SOS SANTUÁRIO DOS PAJÉS

Os Sobreviventes

não precisa dizer o que eu escuto todos os dias
eu sei que to no meio da sociedade e infelizmente não mudo o mundo sozinha
não me empede de sentir
e não querer estar anestesiada quanto a isso
eu prefiro chorar todos os dias depois do trabalho, do estupro
do que começar a achar normal

''Mato, não mato, atordôo minha sede com sapatinhas do Ferro’s Bar ou encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca, neste apartamento que pago com o suor do po-ten-ci-al criativo da bunda que dou oito horas diárias para aquela multinacional fodida.
Mas, eu quero dizer, e ela me corta mansa, claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e s…

Caimos exatamente na mesma ratoeira

Anotei essa frase do título num caderno meu - Caio F. de Abreu - copiado de algum blog, o qual não me lembro. O que me recordo é que ele falava sobre trabalho, canseira e todas essas coisas que a gente passa na rotina pra conseguir (sobre/sub)viver. Pois é, então deixe-me contar...
Nos últimos dias eu tava querendo arrumar um emprego, optei por entregar curriculuns em shoppings, porque, mew, os tempos do natal estão aí e o que as lojas contratam nesse período não é brincadeira. Na quinta-feira eu entreguei, mais ou menos, uns 20 curriculuns. Aí, okay, super animada, sabendo da contradicão que é esse trampo com tudo que eu tento viver e passar para as pessoas, sabendo que seria doloroso muita coisa. Quando eu entrei numa certa loja que valoriza estética, maquiagem, clichês, esteriótipos, playboys, capitalismo, exploracão, imoralidade em precos (Lua consciente desde o princípio), o gerente estava presente, o tal já marcou uma entrevista pro dia seguinte, sexta, ontem, às 14h30m. '
Sem…

Geniquéli

Chuva-chuva mesmo, à vera, Geniquéli só conheceu quando tinha uns 11 anos de idade. Bem, é possível que ele tenha até visto alguma chuvinha besta orvalhando mandacaru quando era menino-novo, mas não se lembrava; e não lembrar é igual a nunca ter visto. Pois chuva-chuva mesmo, lembrável e molhadeira, Geniquéli só foi conhecer uns seis meses depois de chegar em Brasília, vindo do sertão brabo de Pernambuco, lá onde a chuva chover não chovia.
Geniquéli chegou com mais sede de conhecer a chuva do que a tal da coca-cola com gelo anunciada na placa que enfeitava a porta da venda, lá no sertão. Foi por isso que ao desembarcar na Rodoferroviária de Brasília, quatro dias de viagem depois, suas primeiras palavras foram: “Mãe, cadê a chuva?”. “Já-já ela cai”, respondeu a mãe.
Mas não caiu. Era março, poeirama vermelha já danada. E entra mês e sai mês, e a secura só aumentando. De rachar sola de pé e sangrar nariz. E Geniquéli com pescoço meio torto de tanto olhar pro céu, um céu azul de doer as vi…
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caminho das águas
não sei tocar, mas toco
não sou palhaça, e ainda sim assim sou
não sei contar histórias, mas conto
não canto, mas canto muito
eu me acho
às vezes
deviam todos se achar
ou
pelo menos
procurar
tenho encarado separação. uma após a outra. levando, por vezes. por outras, trazendo.

passarão...
eu, passarinho.