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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

O que passou calou. O que virá dirá.

Vou sonhando até explodir colorido
No sol, nos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos.

Tô indo pra Bahia, minha Terra.

Não me interessa quem vai ler ou se vai ler, sei que eeeeu vou ler um dia e dar risadas

Talvez seja a última postagem do ano, mais provavelmente penúltima, ou até antepenúltima. Sei lá... Sei que viajo no dia 26 pra Bahia, daí rumo Sampa, de Sampa pra Ilha novamente.
Então, acredito que eu já tenho falado aqui nos posts desse mês de dezembro que 2009, putaquepariu, foi lindo! 2010 quero só ver! Mais auto-conhecimento, maturidade, paz, mais deus.
Terminei o segundo grau finalmente, com aquele gostinho de medo e saudades. Cean louco, UnB por vir... Eu, futura antropóloga mochileira das galáxias!! Conheci muitos lugares, abri mais a janelas das percepção, lembrei de muitas coisas, de amigos, de infânfia, de professores, de paixonites (kkkkkk, morro de vontade de me jogar na parede quando penso nisso, principalmente do Tuti, falo mermo rs, putaquéparéu, que tosqueira, eu, afff... se bem que isso é do ano passado...mas ah!meu 2009 começou em 2008). Esse ano que amei, voei com beija-flores, tive alma junto. Rá! cresci! Li MUUUUUUUUUUITO poucos livros, mas bastante coisas. Escute…

Só ouve falar dela.

E alma do piano e cores de Amelie que soam bem em mim, verde, vermelho, amarelo e azul. Das raras danças que compassam em exato, sabendo eu o próximo passo sem a condução do jogo dos olhos, das mãos, da cintura.
E só. Procurando, lendo, sonhando com tudo, a todo tempo, sem seus intervalos. Sonho sozinho é malacabado, triste como o piano, mas perfeito como ele.
Umbigo, peés feios, Capitu no rosto, seios mais lindos da Terra-terra, veia a mais no coração, susto nos dentes. Felicidade nos Abraços.
Andar e ficar em silêncio: estar amando.
Queria um livro, eu página, tu capa, nós poesia, sem nós. Embora o verbo está no passado, a partir de ontem. Que o coração tá cansado. Enxergou estar sozinho. Ridículo é o que queima por dentro sem propósitos.
que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço;
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada;
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão

O Montenegro
teu cinzel prateado...
com entalhos de anis.
Estrelado sim.
Dorme, leve flor
com sonho doce
é preciso sofrer depois de ter sofrido
e amar
e mais amar
depois de ter amado.

Guimarães
o mar
tão profundo e grande
quanto o mar que bate
dentro
de
mim

ps: comi a pêra. nem doce, nem azeda, nem amarga.

Escritos de metrô para Sagitário

Dias de luta e o céu de Brasília nos teus dedos, de repente, enquanto estava eu em tuas costas em velocidade, "cabelos ao vento", fazendo viver a imagem das canções de antigos revolucionários.
Busca lenha, guarda lenha, acende lenha, apaga lenha. A escuridão da noite abrançando o planalto central, com o estupro dos olhos pelas luzes, não de natal, mas do caminhar vertical do concreto pelo horizonte.
Será o fim do quadro-quadrado-do-amor?
Jagunços da poesia perigosa que se esconde nas entre-quadras, na entre-coxa da moça.
No fim do dia me arrependi de não ter comido a pêra.

Poder para o povo, pra fazer um mundo novo!

Imagem
ps: depois expresso minha opinião crítica e pensada calmamente, analisando os pontos!

"A vida é bela, que as gerações futuras a limpem de todo o mal, de toda opressão, de toda violência e possam gozá-la plenamente."
L. Trotsky

O salve do Rodriguêras, de Sampa da ex-Garoa, pros guerreiros do cerrado-central, diante do manifestação do dia 9 de dezembro:

EFEITO MORAL
(Rodrigo Ciríaco)

Bomba!
Expressivo artefato explosivo
Que se diz Inocente
De todas as acusações de mortes e ferimentos
Provocadas por suas explosões e estilhaços.
Afirma respeitar
A conduta e integridade física
De todos os manifestantes
Agindo apenas
Moralmente
Para garantir a continuidade
Da pacífica ordem
E do vantajoso
Progresso.
Sem indicações de efeitos colaterais.
Diz ser tão inofensiva
Quanto ler um poema!

dezembro, dezembro

a gente vai ficando velho e assim, pra alguns, cada vez mais jovens. E isso é clichê. A gente vai vivendo e começando a entender as coisas, nisso enxergamos que não entendemos nada. E é também clichê. Então o que nos resta? (Mais uma vez, clichê essa pergunta).
Vinícius escreveu um poema, já velho, tendo andando pelo mundo da multiplicidade, ele olha pra trás e vê o que restou: o que valeu a pena. "Resta esse coração queimando como um círio numa catedral em ruínas... Resta essa capacidade de ternura... Resta esse respeito pela noite, resta essa vontade de chorar diante da beleza...". Vinícius vai, assim, contando as vivencias que lhe deram alegria. Foram elas que restaram.
Uma vez Rubem Alves me disse que o que a gente aprende na vida é o que fica na memória depois do esquecimento. Mas a memória não é só de enxergar pela lembrança. É também uma coisa que não sei parecida como quando escuto música, que eu posso além de ver, posso tocar as cores.
No fim do ano, por razões alheias…