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Mostrando postagens de 2010
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2010: comecei tentando estudar pro vestibular pra passar em Antropologia na UnB (atente-se a isso haha). Do nada páro e começo a fazer teatro, acho que no fim de fevereiro. Dezessete de abril conheço o Dani. 1º de maio Namorando, mas a gente comemora nos dias 19, vai entender, né? Pior ainda é entender como as pessoas namoram, já pensou sobre isso? Ontem estávamos pensando sobre isso dentro do carro, vindo pra casa. Putz! Como que as pessoas se conhecem e do nada namoram? Isso é impossível de acontecer, como que isso acontece, gente? Isso é contra a lei. Do nada o cara conhece a mina e pah, namoram. Mas "como conhece mina, cara?" kkkkkk Indagações de ontem à noite.  2010: um vida sem orkut, msn, maderfóquer. já experimentou? é como desafiar a evolução do minuto tempo real. Já pensou sobre isso? Vc está com a pessoa agora, daí vocês dão tchau, mas se encontrar de novo e conversam sem se ver, vcs se escutam sem se ouvir. Já refletiu sobre vários absurdos disso que não tem como …
hola, chica!
escreviendo de buenos aires, já comprei tua meia, sí?
veja como te amo, comprei seu presente antes de um presente pro namorado!
tanananã-nã!
comprei ela na famosa feira de san telmo, espero que goste. :))
dia 31 vou pro rio (aniversário de 90 anos da minha vovó, mimimi), dia 8 eu volto pra brasília e a gente se encontra pra trocar retalhos e meias, ok?
hihi
beijo no calcanhar!
vou megulhar o corpo em todos os meios engolir erros me aceitar e virar uma página por vez

eu quero ser feliz!

se deus existe ele tá pouco se fodendo.
eu tentei sempre fazer o melhor, mas nunca foi o bastante. muitos afazeres, muitas responsabilidades, muitas guerras te separou de nós, né? mas eu não tive culpa, a vida é assim, eu estou vendo... é a vida que o mundo criou pra si, uma coisa que não conseguimos mais suportar. e não adianta presentes sobre amizade porque isso nunca existiu, mãe. eu ainda estou aqui e vc só fala de quem foi embora. em pouco tempo estarei indo também,  ficaria se fosse diferente, é só eu conseguir ser alguma coisa por aí. eu não quero ser como você, mas o tempo tá fazendo o curso inverso. Shit! eu só queria alguém pra conversar e depois não usar tudo o que eu disse contra mim., mas nao dá mais tempo. vc prefere um comando bem executado do que "eu te amo". sei que vc tem feito o melhor.só me aceite. desculpa por tudo. vc já sentiu um orgasmo, mamae?


eu te amo. acredite. só estou cansada de tudo isso.

eu? do que eu tenho medo?

de ficar sozinha sem mim. da minha mãe, esse é o pior medo. medo da culpa me seguir pra sempre. medo de ser infeliz como meus pais, vítima como meu pai, mandona como minha mãe. medo de não poder ter filhos. medo de nunca sentir um orgasmo. medo de ser sozinha com alguém comigo. medo de não dá em nada. medo de ficar deprimida assim pra sempre. medo de não escrever mais. medo de fazer ninguém mais feliz.
o tempo passa.
um clichê que não consigo superar.

sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto.sinto. Muitos

sinto.

não se deve pensar na vida se não quiser cair numa cilada.
ruim é mastigar vidro. isso é bom.
"minha infelicidade é não poder ao menos fingir que é para sempre."

-mas continuo pensando que é.
Depois que vivo é que sei que vivi. Na hora o viver me escapa. Sou uma lembrança de mim mesma. Só depois de "morrer" é que vejo que vivi. Eu me escapo de mim mesma. Às vezes eu me apresso em acabar um episódio íntimo de vida, para poder captá-lo em recordações, e para, mais do que ter vivido, viver. Um viver que já foi. Deglutido por mim e fazendo agora parte de meu sangue.
clarice
aprendi com a primavera a me cortar
e a voltar sempre inteira.

cecília meireles
estou jogando fora todas as poesias do tempo que eu só escrevia.
sem olhar. desapegar.
é quando a vida vase
é quando como quase
ou não, quem sabe

leminsk
fiel à sua lei do instante
desassombrado, doido, delirante
numa paixão de tudo e de si mesmo

vinicius
o inferno são os outros. principalmente vc, caralho!
faça sentido... um ser que voa sem fazer




marianna, tempo de cursinho pré-pas anual
ando em pinheiros com medo de cair em buraco
ando simplesmente pois se correr chego atrasado
e como mutante ultimamente ando meio desligado
dito poeta sinto o que escrevo penso o que falo
estremeci de mau prazer à visão daquela vida dupla de feiticeira. estremeci também do aviso do gesso que seca. o vício de viver que rebentaria meu molde interno.
o que sente nunca dura. o que sente sempre acaba e pode nunca mais voltar.
não tenho opção. e não queria ter culpa.
eu senti dor. mas foi bonito.

duncan

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"Adeus amigos. Vou para o amor"
uma impotência de escrever as cartas. uma potência de escrever o lascivo, de escrever na tua pele. águas do meu querer. o mundo da roda gira.

leve beija-flor, olhar de coruja na noite

ê passarinho danado, sonhando eterno voar em lugares desconhecidos, buscando a vida avivar! Lá vai boi brincar pelas ruas...


Já está diferente. Muitas coisas mudaram.
"É possível que o pensamento livre de valores seja um ideal, mas com toda certeza ele não uma realidade em parte alguma."

werner satark

iniciação ao mundo do feitiço

Para o feiticeiro, o mundo da vida cotidiana não é real, algo lá fora, como a gente crê. Para o feiticeiro, a realidade, ou o mundo, tal como conhecemos, é apenas uma descrição.
"(...) cada pessoa que entra em contato com uma criança é um professor que incessantemente lhe descreve o mundo, até o momento em que a criança é capaz de perceber o mundo tal como foi descrito."
ou seja, sem chance, foderam com a gente.

POR FAVOR, NÃO USEM ANTICONCEPCIONAIS!

como sempre:depois eu escrevo porque!

Lô na França

PARTE 3

Gente, minha casa tá a Babilônia. Tá em Reforma e eu tô no fim do semestre. Eu tô muito sem tempo! E sem espaço e sem silêncio. Impossível. Eu conto depois a parte que todo mundo sabe que ele tava me dando mole.
Tenho muita s noviddades.

Beijo me liga.

PARTE 2

Eu, na verdade, já ia contar a parte mais interessante da história toda, dentro desse mundo de histórias que me aconteceu em apenas alguns dias, e assim, quase me esqueci de terminar de contar sobre a audição que comecei na PARTE 1. Bom, a minha amiga ligou um dia depois que a audição havia acontecido, no caso ontem. kkkkk perguntando assim: eaí, você vai mesmo lá hoje?  E eu: carai,esqueci! Pra onde? Marquei a alguma coisa contigo? Ela: Uai, não é hoje o negócio lá? Eu: Como assim, mas que negócio? Ela: A audição lá, mulher!! Eu: Mar ôxi, a audição foi ontem. E í houve um reboliço dentro da cabeça dela porque ela pensou que anteontem era ontem, só que não. É sacanagem, eu sei, isso de esquecer o dia de uma coisa que vc já tá esperando é meio sacanagem da vida, mas relaxa porque é dessas coisas que eu quero falar. Quando a gente perde uma coisa é pra ganhar outra. O mundo é cabuloso, minha gente. Então, vamos à audição.
Cheguei, um pouco atrasada. Um dia antes: internada 8 horas, e ai…

pra mim é tudo ou nunca mais

cazuza

PARTE 1

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Se eu te falar o que me aconteceu por msn vc vai enlouquecer de tanta informação solta. E como todo mundo fica perguntando e eu tenho o imenso prazer de contar, contar de novo, contar mais uma vez pra quem quiser saber, estou escrevendo logo aqui no blog pra ficar registrado essa coisa. não vou guardar só pra mim.

Seguinte: antes de eu viajar pra São Paulo recebi um email de uma amiga me informando sobre uma audição que ocorreria no dia 17 e 18 de novembro para o novo espetáculo do Basirah. E como estou começando agora minha vida artística tentar faz parte, conseguir e não conseguir também.
Bom, viajaria no dia 8 pra voltar no dia 14, então respondi minha amiga querida que tentaria fazer sim. Mandei minha carta de intenção pro Basirah. Fui pra São Paulo, vivi, voltei pra Brasília, e digo que por esse voltar mágico, essa parte mais especificamente, que estou escrevendo essa anedota.
Dia 17 foi quarta-feira, o dia da audição. Na terça-feira, indo pra faculdade, desmaiei no metrô por alg…

sampimperatriz

Sampa tá muito louca. Aqui não dá pra ter uma visão muito master da cidade enquanto ando de baú, porque simplesmente não ando de baú. Metrozão. Põe ZÃO nisso! Brasília é uma bosta mesmo de transporte, pelo amor de deus! Toda vez que saio da cidade fico mais indignada. Então vamos lá. (Tô escrevendo pra mim mesmo, quando a gente reler tudo um dia, a gente vê como éramos eternos.)   Terça primeiro dia na metrópole, acordei tarde por conta do voo que chegou de madrugada aqui. Daí já fui diretão pro Masp. Fiquei de encontrar as meninas lá, então fui só, só mesmo, sem meu pife. Cheguei e até curti o espaço; amplo, pedra no chão, com as gramas nas entranhas delas. pouca gente. Tava fazendo O SOL DA BAHIA na cidade da ex-garoa da enchente. Eu tava meio ansiosa, não era uma hora muito boa pra ver exposição. Comprei a posia de um marginal por algumas moedas. E mais uma vez lembro que senti falta do meu pife, porque ao esperar alguém ele chama outro alguém pra conversar, que é uma iniciativa que…

prímia tarde-noite

essa é uma são paulo diferente das outras vezes. é sampa que os paulistas da real conhecem. são paulo que suja o pé. que o bigode sua. aliás tenho que ver esse negócio de passar mal. pressão baixa. dor de cabeça latejante. e sabe que me dá uma saudade de ouvir o trio: felipim, pedrinho e marquinhos... luz.
eu vi o céu, eu vi o mar. eu vi o sol, eu vi a lua. como se fosse dois lados de uma mesma rua.
era dessa novidade que tava faltando. do medo tácito.

prímia manhã

o voo atrasou duas horas, cheguei na cidade do grito quando ela estava em silêncio, na madrugada do dia 9. o apartamento calado e da janela pra fora ruídos, palavras, movimento. é como um corpo. e minha cabeça se perde em pensar o que fazer diante de tantas possibilidades. são paulo são paulo são paulo brasil brasil brasil brasil...então bora ali... ali ó... na miragem longa da janela. hasta.

1988

o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar
depois de mirar o vazio sobre o que eu quero, apenas ir ao teatro à pé, ou de ônibus... Porque simplesmente queria estar mais tempo de mãos dadas enquanto percorremos o caminho. Mas nem sequer cheguei  a um destino dividindo o sorriso. Não recebi sua carta com o convite de ir à festa de amigos que dividimos.
o que eu tô precisando é de um belo chá de cadeira. um belo chá de cadeira de trem, onde eu possa ouvir o barulho estando no silêncio, dentro da imagem de anos 30 que consigo desenhar na cabeça. aquele mato correndo ao lado dos trilhos. e me apaixonar nesse trem, paixão de verão, que beije minha mão, me dê uma flor roubada de um jardim com cerquinhas brancas. estaria usando meu batom vermelho que realça meus olhos, minha pinta ao lado da boca. sentir prazer, e esquecer de tudo. ao dormir ter alguém do lado que queira dividir a cama, sem pensar em frações ou posições e que me responda "boa noite" quando eu a oferecer.  preciso sentir o vento na cara enquanto caminho na praia de alagoas, e então sentar e contemplar o mar. o mar de sophia. queria receber uma carta que me faça sentir a mão levantando meu queixo, outra carta que me faça rir, uma carta que tenha um presentinho dentro, uma carta com uma fotografia e um desenho, eu queria esperar por elas, sabendo que estão chegando. …

Eu sou uma Dilma também!

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Agora que eu to parando pra escrever aqui sobre o domingão mais feliz de 2010. Como sempre, dia de eleição é dia de ir pra quebrada do Gama, porque é lá que todo mundo daqui de casa vota, lá está a história de atividades sociais e políticas da minha família, principalmente de minha mãe e minha.  Essa foi a primeira eleição que eu aperto o botãozinho verde na urna validando um voto meu. Sei que ganhei muitos votos num trabalho de anos, por minha posição dentro das discussões na escola  que plantou alguma semente na cabeça de quem escutou a mim e meu colegas de ombro.  Eu faço parte dessa história, história de militância que colocou Lula e Dilma na Presidência da República! Sei que está longe de um governo perfeito e é pra isso que serve a oposição, pra fazer crítica inteligente à favor do Brasil e não de uma vaidade verde ou azul ridícula. Ainda estou muito chateada com o posicionamento de Marina sobre quem iria apoiar, não consigo entender, diante de toda a sua história de luta e dificu…

Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreçoao sr. diretor

[...]

Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo

[...]

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
Não quero mais saber do lirismo que não seja LIBERTAÇÃO.

Manuel Bandeira



[saindo pra votar]
Uma vontade de estar com quem quero conhecer, num lugar onde as fitas de Mariasia estejam penduradas em todas as árvores, e pelo vento seus fôlegos de amor ao pescadora ouvir. Urucum, panos coloridos dourados oferecidos pelo reinado da aquarela. Meu ser tateia, papeia com o vento através do meu corpo sagrado, o mover-me. O vento não culpa, o corpo age, o que eu disser nunca será usado contra ninguém. Dançar é a ação e reação do bem. Onde eu sou feliz, sou bela.
passo livre. tudo o que eu quero em Brasília e no Mundo.
toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.
eu sinto muito, aí não escrevo tanto mais.

# Voto no Serra Pq 1

Eu amo a UnB!

Dilma!

tudo o que se tem é nada.

me acostumei com a viciada presença dos gatos que rondam as penumbras dos dias, pelos cômodos da casa, implorando pela atenção das minhas mãos. sou felina como eles. não pertenço a ninguém, ninguém me pertence. sendo humana, isso é um desejo. pertencer-me-te.


tenho muitas saudades de vocês todos e de toda aquela juventude da praça.

Marilena Chaui: Serra é uma ameaça!

vestidos de lunetas

Eu invento meu Pantanal

Para esquecer da angústia que esse mundo me traz, quero te dizer agora que não vou nunca esquecer do sempre que é nosso.

te amo.

Inspira.

«Quando saímos, se está a nevar e tudo se pôs branco, ficamos sós, sentimo-nos sós. Se o sol estiver a brilhar, talvez não. Mas nada garante que aquilo que o outro sente seja equivalente ao que nós próprios sentimos. Quanto à mensagem, não sei... Não há mensagem. A melhor coisa é deixar a intuição e a imaginação agirem. É verdade que eu quero dizer com força qualquer coisa difícil de formular, qualquer coisa de escondido; mas são os espectadores que têm de o descobrir, senão tudo seria tosco e grosseiro; são vocês que têm de o descobrir, eu não posso proceder demasiado directamente. Frente a certos valores, é preciso, acima de tudo, sensibilidade.»

Pina Bausch

muito idiota e muito legal!

Subsolo com Janelas

não escrevo por eu andar saudosista de momentos repetinos que passaram há apenas algumas horas e ao mesmo tempo esquecida, a cada passo sseguinte. agenda cheia, uma brincadeira com as horas, não reclamo, só tenho o incômodo com as folhas brancas no caderno colorido construído por minhas palavras.
criar é uma necessidade. criar sonhos e planos mirabolantes durante o sono, criar pinturas na parede - acabo de pensar na possibilidade da minha existência ter uma discórdia muito forte com a cor branca - criar palavras, criar encontros, girassóis de vida curta. criar.
viajar é pra isso. viagem, uns dizem, que é preciso, eu digo: necessidade. acabo de chegar do rio. aiai, o rio... dermatoglifia, menina Fajah, capoeira 17h30m na sexta - chapéu Mangueira, Paris atravessando a pista, amor, chuva, mar, olho na nuca, Itiberê, ladeiras, subsolos com janelas, gasta-se mais com passagem (viva o brasil inteiro), mas o metrô-superfície vale a pena se quiser ir pra Europa Carioca. delegacia de Santa Ter…
Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Neruda

estoy de vuelta, muchachos!

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andei sumida por alguns longos dias por essas esquinas, é que eu caminhava pelas ruas largas do eixo monumental. eu trabalhei nessas duas últimas semanas no Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro da Capital. faltei muitas aulas da faculdade, mas nada que eu nao consida acompanhar, afinal, na semana anterior ao festival consegui adiantar alguns trabalhos. trabalhei no festiva de pedreirona mesmo, no primeiro dia fiquei doente, fazia tempo que não ficava doente. tudo indica que foi o tempo pedregálio de brasília. tava lá, primeira noite: moleza no corpo, dor de garganta e dor de cabeça. quem é daqui sabe como é a belezura de claridade ali naquele museu, ô mania desse povo pintar a cidade toda de branco, puro cimento... reflete tudo nos zóio de quem não usa õculos escuros: yo.
como eu ia dizendo, tudo indica que foi o tempo mesmo, essa secura marvada e bonita do cerrado, só que cá entre nós, é bem como meu Dani disse: não é o tempo, é o trabalho!
o que é isso minha zgenti! …

Licenciatura em Dança - 2010

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serei forte.

Em carta a Guido Battelli, diz Florbela:

O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu
nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se
sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê.


eu digo agora: tu me entendes?
o caderno novo de folhas brancas que tinha me motivado estava quase pendurando as chuteiras, tava desistindo de mim, nao eu dele. mesmo que os último escritos tenham sido preguicas explícitas em cada tracado do grafite. tenho muitas coisas. não sei o que falar. essa é a frase que mais se ouve no mundo, quando a gente tem certeza que quem falou tem muitas coisas pra dizer. pelo amor de deus, queria tirar esse dragão que tá aqui na garganta. um dragão que cospe água pelos olhos. o dragão sou eu. eu mesma na garganta do dragão. isso é tudo o que ele sabe fazer quando eu me concentro em mim. história. nessa porra de luta diária. o que vem. o que vem nunca me aguarda. só vem. e em minha direcão sempre. são passos que nunca sei se me ultrapassarão, se irão comigo, se de mim irão.
meu violino não afina. não é que ele não afina mais. ele nunca afinou. mas eu fui feliz com ele até que me disseram essa verdade. e que era pra trocar. conseguir um melhor. este é imprestável. mas olhem, eu consigo…
ele acabou de me dizer que me ama, em palavras escritas, depois de versos meus. na radiola toca uma música que nunca ouvi, não faz meu estilo, mas me lembra dessas meninas. agora escrevo chorando por todos os mão-dadas que nunca disseram que se amam.

pra ela o que é dela.

Agosto chega, mais 30 dias do mês. Percebi a difícil arte da escolha, a mais cativante arte de sair do escondedouro. Rumo a vida que se sucede e rumo a tudo que nos impede. Já não é uma questão porque nem todos podem levantar a mão. Num rumo suspenso, abstrato e até mesmo sobrenatural e algo que nunca mais se divide é um beijo e um tchau. Perante todas as iniciativas e demonstrações, erros e conclusões. Nada mais fica além do que já vimos e já sentimos. Na pele.
Ainda tenho vontade de gritar ao pensamento, para que não se iluda, não se vá nem se atreva a se apagar um segundo. Eu olho aquele retrato e o que eu só consigo enxergar são os traços da minha notória curiosidade. Olhando nos meus olhos e encontrando as tais verdades. Seria eu, um aprendiz dos meus próprios princípios? Um pensamento novel. Logo tudo se sucede, logo tudo me remete a imensidão do céu azul. Todas as questões que não tem um cardeal sul. Logo todos os meios serão subjetivos, objetivos. RIDÍCULOS ! Es…

estarsendotersido

Agosto é o mês de nome mais bonito. Não só de nome, ele é todo bonito. Bonita a secura daqui dessas terras de trás das cachueiras das veredas claras de Jorge. Eu nasci daqui alguns dias. É só chegar agosto que os lugares começam a ficar em suas coisas, porque é assim que sempre é. Desde o colegial. São saudades que mato, mato sem dor, como morrer dormindo depois dos carinhos de amor verdadeiro, eu mato muitas saudades. Hoje os carros pararam sem que eu fizesse sinal ou esperasse, os semáforos me avistavam e se abriam aos pedestres que caminhavam junto comigo. Tá sereno. Celebrai, porque tristeza não paga dívida. Matina do dia 4 de agosto e eu matei saudade do site de linhas aéreas promocionais. Também não acredito que passei metade de um ano sem sonhar com on the road, cores estranhas, fronteiras e meus limites. Mas aí estou eu de volta, eu mesma, olhando o mapa grande do Brasil atrás da porta. Tirando dinheiro de brigadeiros pra viver kerouac. Levantando pra ver o Sol renascer. Sonha…
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FAMÍLIA GANGSTERS - BRASÍLIA - CRIOLINA

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O SHOW MAIS ESPERADO EM BRASÍLIA PRA QUEM É FAMILIARISTA!

Vai rolar no Bar do Calaf - festa criolina - dia 2, FAMÍLIA GANGSTERS!

Brotando diretamente do concreto da cidade de São Paulo, uma semente que nasceu no asfalto.
Refletindo um diversidade cosmopolita da capital paulista o power trio (baixo - guitarra - batera) usa muita psicodelia, para combinar tendências universais, como o ska e o dub jamaicanos com ritmos regionais brasileiros. Trompete e escaleta são constatemente integrados ao som da família que conta ainda com inusitadas performances e intervencões do artista Felipe Montanari. Transmitindo sempre uma mensagem positiva e idealista. A banda busca a integracão das diferentes tribos da aldeia global em torno de um familiarismo consciente "nem a esquerda, nem a direita, temos de ir para frente". A proposta da banda vai além da música, envolvendo trips insaaaaaaaaaaanas... dessa vez eles tão vindo lá da terra dos cristais e de São Jorge.

GALERE! HASTA LA VISTA!!! Ba…

estrada poe sentido em mim.

preciso de uma aula de danca. nao tenho dinheiro. eu danco frevo. so que eu ainda preciso de aula de danca. eu danco coco. eu danco ciranda. eu danco. mas ainda nao danco a vida. eu sei que nasci pra isso. alguém gostaria de pagar uma aulda de ballet clássico na cidade de brasília? carros fazem mal á saúde . bailarinos nao fazem mal a ninguém. hoje andei muito. nao digo que foi a maior quantidade de chao que pisei. hoje tinha um detalhe: a fome. que quando comi, chorei. estou com muitos arranhoes pelo corpo, pele seca. joelhos, maos, costas, canelas. nao sei como consigo tantos carimbos. como voltei á pé, sujei os pés. cheguei em casa sentindo ciúmes da minha cama, de todos os seus panos. ao chegar percebi, sempre percebo, que nao molharam as plantas. os girassóis mexiacanos que plantei na entrada, a cada dia abre uma flor deles. a estrada que vim era deserta. a estrada longa pra minha casa. uma estrada é deserta por dois motivos, segundo manoel de barros, por desprezo ou por abandono…

pina.

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abramovic.

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minha própria lei. tenho o que ficou.

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voltei a andar com meu caleidoscópio

ontem à noite, depois de uma tarde de beijos chovidos, brigadeiro colorido seguido de dois pedidos com olhos fechados, antes de assoprar uma vela com o número 3, fui dormir. relaxei. nessa hora me aparecem algumas poesias. quando elas pegam o trem e aparecem nesse horário nunca escrevo. canetas e papéis se escondem das minhas mãos, então prefiro seguir com ela, não paralela. quando acordo nunca lembro o que poetizei dos dias.
até que houve um tempo que escrevi nas paredes, foi o tempo que esse tabuleiro ficou possuído de belas conchas e búzios.
no último final de semana foi a provinha do demônio lá, a da UnB, do vestibular. na prova de linguagens tinha um poema que também mudou minha vida, como o retalho de caliandra. esse aqui, é do Mário:
a vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. quando se vê, já são seis horas: há tempo... quando se vê, já é sexta-feira... quando se vê, passaram sessenta anos...agora, é tarde demais para ser reprovado... e se me dessem - um dia - u…

20 de julho de 2010

quando se vê já é vinte de julho. o vestibular já passou e penso que o motivo de tensão da lorraine também passou um pouco, e mais de alguns milhares que estudaram que nem condenados que descascam batatas em navios. o que eu queria saber mesmo é como meu espírito pode ser tão vulnerável devido a quantidade de hormônios pulsando no meu organismo. é um abismo onde todos se retiram e me atiram. fico sozinha.
no conic existe uma biblioteca com nome de comunista (pelo menos acho que é, porque nome de partido não diz nada sobre ninguém.), tal de Salomão Malina. a idéia é bem legal: uma biblioteca no conic!! é bem na frente da praça do Ary, o párarraios. já passei umas tardes nela, como passo essa manhã, antes da prova específica de dança do IFB. dois importantes livros que tenho roubei daqui. vamos lá, não me julgue! eles cometem o pecado de não emprestar as belezuras. e pelo que me lembro, todas as vezes que estive aqui, estive só. parece que só eu uso a bendita. logo, ninguém nem cheira o…

tenho que aprender:

A melhor forma de aprendizado é saber ouvir. Ouço, respiro, observo, processo/ Ouço, respiro, observo, processo. Aprendi ouvindo que, quando a gente fala mais do que ouve, se recria um SER cada vez mais inventado pelas palavras. Silêncio.


o último texto é mentira. tudo dá ferida. e não me acostumei. pra falar verdade: que caminho segui? (estou seguindo, ou seguirei...)
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...

recado pra mim

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eu ando pelo mundo...

prestando atenção em cores que eu não sei o nome. cores de almodóvar, cores de frida kahlo. cores! passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que meu irmão ouve e como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora.
ai, eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus...
eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone e vendo doer a fome nos meninos que têm fome pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela.
eu ando pelo mundo e os automóveis correm. para quê? as crianças correm. para onde? transito entre dois lados, de um lado, eu gosto de opostos. exponho o meu modo, me mostro. eu escrevo para quem?
renato russo e adriana calcanhoto.

não pedi pra nascer, nem minha mãe.

eu gosto muito de escrever. gosto mesmo, embora não seja tão boa nisso como a nathália, por exemplo. gosto tanto de escrever que quase nada meu não tem um rabisquinho, ou já teve um dia. minhas paredes contam algumas coisas. penso em mudar isso, às vezes, só que é quase que não mais viver um pouco pra fora, já que tudo meu tem sido muito pra dentro. pareco me dar completamente. mas minto. só pra um pessoa dou tudo, menos os mistérios, pra que eu dê algumas histórias.
no comeco desse blog fazia rascunhos, já não me dou o trabalho de estragar as palavras, vira pura matéria bruta. acabo não indo no fluido. sempre querendo ter as rédeas. mas não, meus caros, não facam mais isso, faz mal e o pior não existe danca. e falando em danca. estou dancando.mesmo sentada. sentada dentro dessa cuia de letras aguadas.
ah sim, não quero fazer cênicas, é pura ilusão de ótica aos meus olhinhos passionais. minha mãe vai ficar meio -algumacoisa- quando souber disso. mas estarei preparada.
essas dúvidas qu…
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hoje é aniversário da frida eu to pensando em ver godard. ontem passei o dia arrumando o guarda-roupas, e todas estavam limpas. sempre que me ocupo dessa atividade que no começo pode ter entusiasmo de alcançar uma vida nova, no fim, torna-se um chatisse incomparável. talvez pq durante eu vá fazendo outras coisas. e mesmo que eu comece 7 horas da manhã, vou terminar alguns minutos antes de dormir, só pq tenho que usar a cama pra isso e todas as roupas estão espalhadas em categorias por ela. é incrível como, mesmo que eu sempre junte uma sacola enorme de roupas que nao uso mais, é difcíl encontrar espaço, tenho vergonha disso. mas vou ter espaço quando essa estranha que tem dormido com meus cobertores for embora. tudo vai ficar folgado. o silêncio. o chão. as gavetas. o varal, falando nisso, eles estão ali, de novo, um cortiço. por mim tacaria fogo.não sei para onde estou caminhando. sei que vc me ampara e me leva pro lugar de onde eu fui. ah, querido. te agradeço tanto. você. o dia sem…
chorei por umas duas horas seguidas. mas ninguém, enquanto eu caminhava, viu. ninguém olha mais no rosto de ninguém. cortaram minhas pernas e ainda assim meu corpo é quase infinito, se não fosse toda essa humanidade. minha alma não é de chumbo, é de taboca. frágil. e tão jovem. ando comendo como um leão, há tempos não desejo mudar o mundo, na verdade, quero é que se foda. agora, quanto pior... melhor. flores me rendem, deixam minhas mãos na cabeca e as armas no chão. flores, flores. só as de verdade. e o amor me faz tão pequena, amor. a gente morre às vezes. e lento.
naquela hora tive vontade de quebrar a cadeira no chão de madeira onde elas estavam sentadas, só gritar e gritar e gritar. não parar de gritar. rasgar todos aqueles papéis postos no chão.
e o que é que você tem a ver com a porra do meu sexo? quero que você me pague o que me deve, tudo o que me deve. também que me perdoe pela grosseria daquele tempo em que me levava o lanche da tarde na cama enquanto assistia desenhos anim…
há alguns metros de mim. com violão e livros. toca, toca, toca, toca mais. é só um estudo chato, você diz. mas eu, com tudo isso que acha ser pouco, me dá vontade de chorar. como quando choro o nosso sexo. o cachoro, crianca que é não percebe a beleza que te percebo, te olho e nem vês. náufraga no acude de teus dedos, no ritmo tracado da danca das tuas mãos de pilão, desfiando meus rosários, que estão à espera da música dos teus lábios que me beijam enquanto cantas.

imploro a deus adeus

todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a deus? quem disse isso se enganou, sinto muito. não suporto mais os estranhos que estão pela casa. ontem eu fingia de alguma forma que existia intimidade. essa tentativa saiu correndo, embora, buscar outra residência. peguei toda essa beleza fingida, coloquei no colo e a espanquei. só restou a indiferença. as grades de onde ficam os meus monstros estão abertas. nunca que me vi tão má. cruel. estúpida. estátua de sal. palavras são cuspidas sem que os olhos comtemplem meus lábios no ato. nunca digo olhando no rosto. cheguei ao limite do desprezível. eu quero minhas gavetas de volta. minhas prateleiras de volta. meu amor de volta. quero o que é meu de volta e que sempre encontro dentro das tuas coisas escondidas. quero a beleza dos cantos do meu quarto vazios de novo. quero de volta uma pia sem formigas e louças sujas, banheiro sem cheiro de mijo. os varais parecendo pertencer a um cortiço. quero que vocês vão embora, já extraíram …

clarice, minha clarice.

se tudo existe é porque sou. mas por que esse mal estar? Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. mas alguma coisa está errada e dá mal estar. no entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. abro o jogo. o que há então? só sei que não quero a impostura. recuso-me. eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.
"que coisa é a conversão de um alma, senão entrar um homem dentro de si e ver-se a si mesmo? aquilo que atravessa o espírito, cortando a pele. pensando nisso, quando me falaram um agrado, ri como quem tem chorado muito. a arte, como um artifício, localizao sublime no banal (é preciso educar os sentidos para perceber o mundo). então percebo que o tempo não existe fora do homem; o tempo é humanizado. só existe dentro de mim. existiu a partir do momento em que foi inventado, fragmentado. ora, como minha conversão se inicia se encontro dentro de mim somente os pedaços do tempo?"
nathália.
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nunca tinha ficado tanto tempo com o blog no mesmo brilho. ele não me refletia os espelhos. estava branco, sereno. não estou tão limpa, agora sou o contaminado metal contra as nuvens. a única coisa que se mudou da multicor para um sereníssimo branco foram as cortinas do quarto, pra apaziguar os olhos. é muito bonito quando o sol da manhã bate. os diias passam e fica mais difícil acordar e abrir as janelas, esse frio tem levantado as penugens, as poeiras. acho o calor mais romântico, de manhãnzinha não sofro em cuidar das flores. brinca-se na rua, toma-se banho de mangueira, vai à cachoeira e não dá vontade de deitar-se e dormir durante horas, como é quando está este gelo, minhas mãos ficam tão geladas que nem quem me ama quer encostar. meus pés adormecem junto com a cidade. Frida voltou pra casa, suja de barro. o que é branco está laranjado. nesse blog nunca escrevi o que quisesse escrever de verdade, na íntegra. nunca respeitei a inconveniência da palavra. quase ninguém tem essa cor…
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os paraísos em que correm leite e mel nunca me seduziram, são cores sem florações de multicores. como habitar um universo onde fosse todo inteiro comestível. Gostaria de poder mastigar as amendoeiras em flor, morder os confeitos do crepúsculo. Projetando-se no céu de Brasília, os anúncios de néon parecem guloseimas, biscoitos ingleses gigantescos. Me senti frustrada.

Beauvoir, com a minha cidade trocada por mim

Biologia não é destino.

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ninguém nasce mulher, torna-se mulher.

Simone de Beauvoir
Que é a vida? Um frenesi.
Que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficcão.
O maior bem é o tristonho, porque toda a vida é sonho e os sonhos, sonhos são.

Calderón.

Primeiro Batizado Capoeira Estrelada : Violino, Abusadinha, Perigoso e Voador. Mestre Danadinho

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Humberto Gessinger,

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Nada de palavras bonitas, literárias, hipnotizantes. Quero primeiramente confessar minha fraqueza diante da tristeza e frustracão que me foi causada, porque eu devia ter mandado você tomar no cu e se lembrar de como é ser gente. Isso mesmo, quero que você vá se foder, seu playboy branquelo marketeiro. Coloquei a foto do autógrafo pelo motivo de estar me agradecendo por alguma coisa que nem sabe. Tem que me agradecer mesmo, bicho, porque eu ajudei a construir teu castelo de mentira (que brega). Eu sei que é quase que um ato inconsciente seu, três palavras em escala industrial, sorrisinhos na mesma linha de montagem. Sua decadência. Também que se foda. A culpa é minha de ser tão pré-conceituosa, que por ouvir "toda forma de poder é uma forma de morrer por nada, toda forma de conduta se transforma em uma luta armada, a história se repete mas a força deixa a história mal contada..." eu jurei ser alguém que inquieta as pessoas, mas na real, Fidel e Pinochet riem é de você, seu bo…
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"Durante muito tempo caminharam em grupo. Logo descobriram que caminharam sozinhos entre outros solitários. Aqui faço uma pausa: detenho-me para olhar pra trás..."
Além das Ilhas Flutuantes - Odin Teatret - Barba

meu filho vai ter nome de santo, quero o nome

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tudo da minha cabeça.

CATACLISMOS

De quem é a culpa desse sentimento de solidão em que me sinto cortejada, cortada agora, desde os primeiros minutos em que abri os olhos pela manhã, enquanto desfruto da minha digestão num restaurante de rotina? De quem é a culpa? Minha? Sua? De todo mundo desde sempre até hoje? Digamos: De quem é a culpa de eu me sentir culpada?
Tudo estava tão bem ! Ou está e o problema é dentro da minha cabeça. A culpa do meu problema é todo o machismo do mundo, não puramente dele mas do feminismo que entra em mim dilacerando conceitos que recebi durante o começo e o durante da minha adolescência, diga-se de bostagem, que merda de adolescência. O pior é que gosto dessa merda de fase, tenho um certo orgulho dela. Enfim, estou triste, olhando as flores e as pessoas andando na rua me dá vontade de chorar, mas não choro, e nem prendo as lágrimas. Escrevo tudo isso depois da densidade em que uma aula sobre o teatro de Artaud me provocou.
Ai, mulheres. Ai, mundo moderno. Novas formas de comunicação. CATAC…

gosto pra carilho desse velhinho

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Eu gostei. Fui e gostei. Eu desfrutei ocular e interiormente do banquete oferecido nesse último domingo. Não pude ir ver os outros espetáculos: Taniko, Cacilda e as Bacantes.
Foi o bafafá da cidade essa visita da Cia de Zé Celso. Em duas semanas aconteceram as oficinas e fechando com o gradioso show de arquibancadas e frutas, DIONÍSICAS.
Eu digo que quem foi, mesmo que não tenha gostado e saído antes das 6 horas de cena acabarem, ganhou, ganhou de alguma forma, foi um massagem pra abrir o espaço de tolerância que cada um tem dentro de si quanto à sexualidade que nos é reprimida desde o nascimento. Eu sou testemunha disso. Eu não fico chocada com as cenas, mas com a possibilidade delas em cima do palco feitas por mim. Pra mim é tranquilo, tá, nem tanto, mas nada que chegue a ser um tabuzão vendando as minhas vistas. Na minha história tem um grande massacre da minha liberdade sexual, que hoje me encontro num processo de autorização por mim mesma de mim mesma. Passei quase a minha adoles…

18h

A coragem nasceu comigo, trancada com o medo no mesmo quarto. Eu sei disso porque quando um dos dois resolvem ultrapassar minha pele, é a mesmo porta que se abre, mesmas luzes que se acendem.
Confesso que tenho medo do escuro enquanto estou acordada. Não, eu tenho medo mesmo é da penumbra das 18 horas que bate no meu quarto todos os dias se a eletricidade não é acionada. A escuridão, ah, a escuridão é boa, me deito no veludo dela, no começo dá um pouco de tensão, é como se ela fosse dar o bote da cobra, mas depois você cai no sono, ela é uma mãe, ou cai nas lembranças; falando nisso preciso pagar minhas dívidas e ir ao ginecologista.

Fervo

sou pagu indignada no palanque

terça feira passada eu apresentei um seminário sobre a antropologia teatral, diga-se de paisagem que, putaquepariu, me identifico demais. primeiro que vou cursar cênicas e antropologia, segundo que é o meio em que vivo e a minha mentalidade atual se desenvolve como a do assunto apresentado. E quem curte teatro ou antropologia eu aconselho ler Além das ilhas flutuantes de Eugênio Barba.
Eu assumo a minha limitação de referências cênicas e tal, porque o que eu estudei de fato nessa vida das artes, teoricamente, foi o teatro antropológico, logo me apaixonei por tamanha identificação.
O Teatro Antropológico significa proteger seu próprio eixo, superando as autodefesas, é expor-se a um confronto, a uma desorientação, por conta das diferenças socioculturais, para que o teatro, respeitando a lei da vida, flua e mude continuamente. Funciona como uma troca de características culturais entre o ator e a comunidade a qual está se relacionando. Só que esse é o problema, minha gente, a mulher, minh…
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tenkifalánã

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