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Mostrando postagens de Abril, 2010

fim do caderno

lua passista

eu, eu e o meu ego de leão.
nós dois fomos feridos: nossa estréia no Teatro Nacional. era melhor ter ido dancar naquele palco só eu, o ego ficasse la atrás das cortinas. mas pois é, o danado veio junto com a sainha, sombrinha e meus músculos rígidos.

virei o pé, machuquei. caí de bundinha. feri o pé direito e o ego central.

dilatar os espaços do tempo

cala a boca e observa!

eu tenho a impressão que alguém cuidou dessas árvores. A cada fase de crescimento uma mão de tesoura as formou, como estão hoje, todas ligadas, os troncos ficaram como teias, e elas instigam o que a minha criança sempre quis; uma casa da árvore.
É muito difícil observar e só observar. A cabeça não pára por muitos segundos, quem diria minutos. Eu quero ficar num lugar, encontrar o máximo de novidades no mínimo que me encontro, aliás, no mínimo que pareço me encontrar, é tanto. Me falta essa constância, essa permanência num ponto, ir além do que penso que posso e não desistir, como meu olhar desiste. Acreditar que aqui, veja bem, acreditar cegamente que aqui é uma outra atmosfera. A cabeça não pára! Quando me dou conta to olhando e não enxergando nada. Até me surgiu uma idéia de intervenção para esse espaço, não, para vários espaços onde passa gente que quer só observar, como eu, crianças, cachorro, pai, mãe, essa gente toda, e passarinhos. Uma sutil revolução par…
pra gente ser coisa, antes a gente tem que ser nada.

poucas palavras sobre a estréia linda

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eu quero comecar falando da estréia do Esquadrão na quarta, lá na praca do Ary. Bom, novos figurinos, outras cores, mesma essência: ética, vida, amor, arte revolucionária, cores, natureza... Afinal, ética não é titica e quem mata a mata se mata. O filhote do filhote de elefante é uma obra do Brecht adaptada. O filhote do elefante estava sendo acusado de matar a sua mãe, uma mulher que defendia os filhos da mãe, então ele virou um risco para a sociedade. A história corre na tentativa de mostrar as provas concretas de que ele era realmente o culpado do crime. Detalhe: A mãe estava viva! Mas idaí, conseguiram provar que o o filhote do filhote de elfante era culpado!

E na noite daquele dia a lua cheia molhou os nossos lábios.

Tira a buxa do coracão, vira bruxa e vira balão! Eu sou o palhaco Bonito!

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Eu vou embora, depois torno a voltar...

ahnicram, leinad, eniarrol, ibag

tem tempo que nao escrevo, mas a presenca dos versos ainda dancam com meus calcanhares e as pontas dos meus dedos calejados do Frevo. faz tempo que de fato a caneta não desenha palavras que pintam meu peito, os seios. tenho dado mais importância ao verbo: sentir. ultimamente estou bem imprecisa, tenho apenas observado, visto como sinto as coisas, ai, as coisas, as coisas não tem paz. e é isso. me apaixonei: boca vermelha grande, cabelos leoninos numa cabeca sagitariana, sorriso do sol que faz brilhar a lua, beija o olho, apaixonadamente. ai caraca, preciso ler peter brook e eugênio barba em poucos dias, quatro livros: pesa culpa nos ombros. uma incerteza. estudar! estudar! sair da superfície das coisas. tenho de cuidar. procurar com lupa os mistérios, tem sempre alguém morando neles. olhar de perita. o que é péssimo é o gosto da cerveja ser, agora, um refresco, sem ser seguida de caretas. mas o que realmente importa é que preciso de uma perna-de-pau maior, de uma polaroide, agulha de …

tu és meu advérbio

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Bem rápido. durante todos os dias. apaixonadamente. quero a boca da noite na boca vermelha dele. to indo com deus e nossa senhora na frente, o capeta atrás tocando viola. apaixonadamente. beijo no olho ensina gramática: apaixonadamente. voltou, tudo, o popular, o meu. e na hora da despedida, deixa-me aflita. tu voltas amanhã? dedos no violão ensinam mais ainda. estou com os nervos à flor do pano. me apaixonei por um boneco, eu sou a flor de um mamulengo. meu advérbio: apaixonadamente! tu és a minha flor vermelha.
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R.A.

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O rio fica lá, a água é que correu.
Chega na maré, ele vira mar,
Como se morrer fosse desaguar...
Derramar no céu, se purificar.
Deixar pra trás sais e minerais,
Evaporar...

(re)vesti minha velha roupa colorida

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o que escrever eu tenho bastante, só não me sinto capaz fisicamente. funarte, outros 50, quem foi e aproveitou o máximo das atrações sabe do que estou falando. acordei 14h50m. inédito nessa minha vida. e tenho certeza que enquanto dormia alguém me batia. estou aqui agora. feliz. o blog não estã tão sóbrio. nem eu.

quarta, da semana passada, enchi o tanque da melhor gasolina: carroça de mamulengos! já seguindo a semana com a rua revolucionária do esquadrão da vida na quinta, no sábado e domingo seu estrelo, cacuriá, mamulengo presepada, martinha do côco. o que eu estava precisanso pra lubrificar os olhos, os dentes e as unhas. é tudo o que quero pra minha vida. essa simplicidade, rica em detalhes e amor, amor pela vadiagem, ser brincante. pelo o que é a minha pele de fato: brasil, risos ambulantes, mulungus, caboclos, pés, frevo, cor, pernas-de-pau, tabocas, estradas, brasil, saias, iaiás, xitas, poeira, couro, bois, cintura, ombros, brasil.

quanto a ocupação da câmara, desculpem-me os …

C.L.

Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais. Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez. Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri…

C.L.

Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.
deu alguns passos à frente, ajoelhou-se à beira do rio fundo, fez avançar o busto, baixou a cabeça e mirou-se no espelho da água. Foi como estivesse enxergando outra pessoa: uma moça de olhos e cabelos claros escurecidos, rosto claro, lábios rosas surtando ao vermelho. Era travessada pelos vultos escuros dos lambaris que se moviam dentro d'água...
Tanta diferença assim. Impressionaram-se com a rosa rosa de mulher que carregava nos cabelos na noite anterior, onde ao mudar-se em si, resgatava-se também. Antes quando via uma leão baio ou uma jaguatirica, não se impressionava: pegava o mosquete, calma, e ia enfrentar o bicho; mas quando via aparecer homem, menino, estremecia. Era ressabiada. Agora, rum, aproveita os dois, sem aproveitar-se deles. É tão bonito. Poesia uns dos outros.

A.A.

As coisas têm peso, massa, volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, du-ração, densidade, cheiro, valor, consistência, pro-fundi-dade, contorno, temperatura, função, aparência, preço, des-tino, idade, sentido. As coisas não têm paz.
tudo dá R$170,0. É a Dona Dulce, 703 sul, K, 55. E cara, não dá não, tristeza, não dá. Aprender a conviver consigo assim, nos enquantos é uma coisa, conviver com a Terra assim, sempre, é outra. Os discursos contemporâneos são caóticos. Sem parágrafos, travessões. Engolido, nem sempre mastigado. Poluídos. Como a gente sabe quem é quem? É: pelo amor de Deus, me escuta! Ninguém ouve, acaba-se quem nem fala bem. Ninguém nem fala. Blah! Livrinhos contemporâneos.
a casa faz cocô quando eu levo o lixo pra fora. o carrinho de mão quando anda faz barulho de elefante. A massa do bolo crua saindo da batedeira para forma faz desenhos da piruca de mozart. eu deixo de amar-te quando os anjos da catedral se masturbarem em cima dos fiéis. não troco a filosofia bestinha nunca por um apartamento filhodaputa do noroeste. ainda terei uma casa da árvore. a menina estava cagando de porta aberta, usava sandálias, saia que cobria o vazo todo, no colo uma gatinha.

o ataque já começou

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Cada letra é saltitante, clara. Se dê tempo. Se dê tempo. Se dê tempo. Aos ecos. Tem cada palavra gostosa. Se dê tempo. Se correr não cuidará. Correr não é cuidar.
entrar e sair dos nasais com consciência.

jesus te ama

eu não.
Todo mundo tem de tudo um pouco. no momento nao sei bem o que tenho, como sempre, indefinida. Sei que to com raiva, nem sei direito pelo o que exatamente. É por muitas coisas. ódio. Não venha me dizer que você nao sente ódio. Eu sinto, pouco. Acho que vou guardando o life pra explodir uma especial em alguma hora. Acontece muito, mas só nas vezes que meu corpo avisa que não irei parir, como agora. E isso alivia a densidade de toda a Coisa. No entanto, calma, cara. Eu tô muito feliz. Tenho me comprometido comigo, e estou me satisfazendo. E passa também, 3, 4, 5 dias e cabrum: eu rego as plantas, doando junto energia. Falando nisso, tô indo fazer.

Aniversário

Tô um pouco sem tempo pra poestar aqui, mas estou escrevendo e fazendo muitas coisas em pura poesia. Vim aqui deixar marcado que o Blog tá fazendo um ano hoje. É só isso mesmo, acabei de chegar do frevo, amanhã tem teatro 8 da matina, e, sabe como é, gente que mora longe tem que acordar três horas antes. É bom, a gente vê as sombras das árvores do começo, e ainda ve a grama bem molhadona. É isso. A vida tá fluindolindafluindo. Vai fluirmaisfluirmaismaismais...

Ah! Lembrete Importante: Amanha é a eleição indireta do fela do Arruda, aih o MovimentoSexy vai fazer vigília de sexta pra sábado, na Câmara Legislativa. No sábado também vai rolar umas ações diretas.

12

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QUE DIA LINDO! Clima de abril, bem friozinho. O sol bate na gente e a gente sente prazer.Fica quentinho, até sentir o sangue de novo passando nas mãos, sem dar estrelinhas dentro das veias. Anda de meia. Sente ranhura na garganta e teima, anda descalça no chão frio. Horas divinas. Quando a gente esquece que a estupidez é recompensa e dos tiroteios nas escolas.
O vento batendo na cara, borbulhando Ana Terra nas vistas. É hora de subir a ladeira, levar o lixo pra fora, pintar as paredes das janelas, escutar renato russo e sentir o amor/sol vibrando a pele, de fora pra dentro. Molhar as plantas e resgatar o compasso.

Agora nem lembro o sonho lindo que tive antes de abrir os olhos. A beleza do céu o espancou.

a poesia já começou ontem

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no nascimento da lorraine. E teve espetáculo? teve sim, senhor!

sexta Legionária

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Tenho andado distraída, impaciente e indecisa e ainda estou confusa, só que agora é diferente, estou tão tranqüila e tão contente. Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído fiz questão de lembrar que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira, mas não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo...

Já não me preocupo se eu não sei por que às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você. Tão correto e tão bonito. O infinito é realmente um dos deuses mais lindos. Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?
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Beijei.

Eu sou a garota que Julien beijou, ou melhor, eu beijei Julien Cottereau II

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Eu sou a garota que Julien beijou, ou melhor, eu beijei Julien Cottereau.

Julien Cottereau / Imagine-toi
Enviado por kidamprod. - Ver mais videos criativos


Estou escrevendo isso horas depois. Não dormi, passei a noite sentindo o cheiro dele nas minhas mãos, nos meus ombros, na minha roupa. Até cair nos cochilos. Brasília naquele clima de abril, o fim de tarde tem maquiagem da manhãzinha. Festival Internacional de Palhacos. Eu ia escrever, mas vou guardar tudo pra mim, só pra mim. Raro. O menino me amou.

VAI SER FODA!

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Ao entregar os panfletos no FestClown, perguntaram:
-É você que tá fazendo?
-1.500 artistas locais reunidos!
♪ é preciso acreditar num novo dia, na nossa grande geração 'perdida', nos meninos e meninas, nos trevos de quatro folhas. A escuridão ainda é pior que essa luz cinza mas estamos vivos ainda ♪

depois disponbilizo toda a programacão

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