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Mostrando postagens de Maio, 2010

18h

A coragem nasceu comigo, trancada com o medo no mesmo quarto. Eu sei disso porque quando um dos dois resolvem ultrapassar minha pele, é a mesmo porta que se abre, mesmas luzes que se acendem.
Confesso que tenho medo do escuro enquanto estou acordada. Não, eu tenho medo mesmo é da penumbra das 18 horas que bate no meu quarto todos os dias se a eletricidade não é acionada. A escuridão, ah, a escuridão é boa, me deito no veludo dela, no começo dá um pouco de tensão, é como se ela fosse dar o bote da cobra, mas depois você cai no sono, ela é uma mãe, ou cai nas lembranças; falando nisso preciso pagar minhas dívidas e ir ao ginecologista.

Fervo

sou pagu indignada no palanque

terça feira passada eu apresentei um seminário sobre a antropologia teatral, diga-se de paisagem que, putaquepariu, me identifico demais. primeiro que vou cursar cênicas e antropologia, segundo que é o meio em que vivo e a minha mentalidade atual se desenvolve como a do assunto apresentado. E quem curte teatro ou antropologia eu aconselho ler Além das ilhas flutuantes de Eugênio Barba.
Eu assumo a minha limitação de referências cênicas e tal, porque o que eu estudei de fato nessa vida das artes, teoricamente, foi o teatro antropológico, logo me apaixonei por tamanha identificação.
O Teatro Antropológico significa proteger seu próprio eixo, superando as autodefesas, é expor-se a um confronto, a uma desorientação, por conta das diferenças socioculturais, para que o teatro, respeitando a lei da vida, flua e mude continuamente. Funciona como uma troca de características culturais entre o ator e a comunidade a qual está se relacionando. Só que esse é o problema, minha gente, a mulher, minh…
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tenkifalánã

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dia com mão no pincel, mão na enxada.

escrever e dar alguma coisa nisso tudo. não tem sido uma coisa que marque o meu dia ou o dia de alguém, como já aconteceram várias vezes, idaí, faz bastante tempo. eu deveria ter a frescura de escrever aqui o que realmente importa, mas ah! o que realmente importa? escrever às vezes é nada, ou é publicidade.
quando eu escrevia, tudo acontecia paralelo à mim. Como um bom fotógrafo, capturando a poesia dos segundos atrás do visor. acontece que agora eu ultrapassei a telaa, agora sou fotografada, faço parte da poesia a ser escrita, eu que vivo o segundo. a foto não batida é o poema espancado, mas o poema não vivido é poesia morta.
todos os girassóis abrindo, novos jarrinhos coloridos, novo amor, novo xixi (tá da cor da água), novo guarda-roupas (12horas arrumando), novas paredes ( tem bastante espaço pra você pintar ainda, vem!), novos livros ( me indique), novas histórias, novos horizontes e os sonhos resistem.

eleições bem na nossa cara aí, o apito do trem já vai tocar. eu sempre quis …

a foto não batida é o poema espancado

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Vão maltratar um rio
você não viu
ou é quieto demais
me diz mais o grito dos animais
Não chora se o mar morrer
Não diz um país é meu
e não fez e não desfaz
Coisa que ouvi falar
lado que eu não conhecia
tem fogueira e ventania
guardados em você
e eu te peço não parar
antes de parar o dia
tem fogueira e ventania guardados em você.

Aldo justo, na banca de poetas de ontem.

sermão da Praça dos Três Poderes

Irmãos! Mais forte que os Três Poderes do homem é o poder de Deus! E se Ele não dá jeito nesta merda é porque encheu o saco e quer mais que a gente se foda!

José Rezende Jr.

heranca de nós para nós mesmos

O teatro é um Ofício. É fácil banalizar a palavra "ofício" e associá-la à "técnica" ou "rotina". Ofício quer dizer algo muito distinto; é a construcão paciente de uma própria relacao física, mental, intelectual e emotiva com os textos e com os espectadores, sem uniformizar-se com os modelos que regulam as equilibradas e convalidadas relacões vigentes do centro do teatro. Quer dizer saber buscar e encontrar dinheiro sem encarnar os valores do teatro.
Tudo isso é "ofício": técnica do ator, da cena, da dramaturgia, competência administrativa. Só um pequeno resto é forca de ideal e espírito de rebelião. Inventar o sentido quer dizer saber buscar o modo de encontrá-lo. Aquilo que chamei de "o pequeno resto" é o essencial...
É a eficácia do ofício que transforma uma condicão em uma vocacão pessoal e, aos olhos dos demais, em um destino que é uma heranca.
E. Barba
Quando a moral de uma sociedade vem a ser a-social, é melhor que a arte desenvolva sua própria moral, e se faca imoral para com o resto.

Brecht

concreto do teatro, 16 de maio, 00:00

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*quando eu levantar a mão esquerda você diz: lua, que seja doce*


tentei adiar essa materialização da praça que tem a cidade que existe dentro de mim com paisagens urbanizadas dos meus sentimentos, porque eu não sei o que dizer sobre tudo aquilo que correu de automóvel nas minhas artérias, subindo os calcanhares, a sair pelos olhos.
do tesão, da curiosidade e do prazer ao desespero lento, à aflição, medo, angústia. não senti amor por nada. me encantei pelo passo da dança do menino, passo desencontrado, ao contrário de tudo que acontece, porque tudo se encontra uma hora: veja eu e voce. tudo se encontrou em algum ponto, mesmo que pra se desencontrar fosse, no fim, junto estávamos, estive, estavam.
os dragões até podem ser moinhos de vento. podem realmente existir, dormir com a gente, por isso ela prefere não dormir mais, assim pode fazer chás de alecrim com hortelã, bolos sem cobertura e andar de bicicleta, sendo tudo doce.
o palco é o mundo, o vento, pessoas. quem sou, pra onde vou, o …

carta do concreto

escrito em janeiro de 2010, lida em 16 de maio de 2010.
Oi,
você tá me escutando? que bom, porque as vezes me sinto tão só, quase como um fantasma - invisível. Mas agora que você está aqui, e pode me ouvir eu consigo me sentir mais.
Segure minha mão e olhe nos meus olhos, porque vou dizer as palavras do meu coração pra você: eu te amo. mas não tenha medo ou me empurre por isso. eu te amo e por isso apenas desejo que me ame também, só desejo, não cobro. você aceita me amar?
a rua tem -muitas- duas direções a serem seguidas. voc~e escolhe. parta na direção oposta, ou segure minha mão e venha junto comigo para o desconhecido.

Teatro do Concreto !

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Início da noite, a cidade se move como um complexo organismo. É a hora do embarque! O público toma um ônibus e viaja pelas ruas de Brasília onde conhece histórias de pessoas que se cruzam numa estrutura fragmentada, cuja dramaturgia brinca com realidade e ficção.
Personagens que se equilibram no fio do tempo e nos lembram que a vida se realiza no encontro com o outro e que o instante é agora. Um espetáculo que visita o cotidiano para esbarrar, sobretudo, naquilo que é efêmero, chegadas e partidas, saudades, desejos, possibilidades, vidas e mortes. Entrepartidas é um convite a percorrer as ruas de si mesmo.

O que você levará na sua última viagem?
Uma viagem aos amores vivos e mortos que levamos conosco.

"cada pessoa tem uma cidade que é uma paisagem urbanizada de seus sentimentos"
García Montero

de 24 de abril a 30 de maio
Sexta às 20h - sábado e domingo às 19h
de 24 de abril a 16 de maio - entrada gratuita
de 21 a 30 de maio - ingressos a R$30,00
(meia entrada para professores …

sigam-me os bons

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sabe que me surgiu um plano?
pra salvar os ipês e a nossa vida, sem eles.
pra que palmeira e grama de mentira e asfalto?

sem palavras

fui ao show com o dani no domingo, lá na caixa. yamandú costa e renato borghetti. bom, são dois loucos doentes cheios de deficiências bonitas, pois é, pois é. no mês passado eu tentei com o bruno. é uma tríade: sexta, sábado e domingo. como ia dizendo, no mês passado... não consegui os ingressos, já tinha finalizado na terça-feira mesmo. dessa vez eu consegui, e fui. to me sentindo uma bosta no sol até agora. agora me diz o que tô fazendo da minha vida? coloquei os vídeos aí dos caras, separados, pq juntos não tem. fica na imaginação aí de vocês as duas peças raras unidas pela música... ou vá assistir tbm! deguste com amor. ow, é a minha cara: borguettinho tocando frevo!


eu e os meuscompanheiros queremoscumplicidade pra brincar
de liberdade no terreiro da alegria...

sobre como anda

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a vida: ela tá seguindo um rumo, claro. pode não parecer, mas tá. o blog não tá cheio de textos calorosos feitos especialmente pra ele, não está sóbrio, como já disse um dia desses. amanhã fará uma semana que meu gato morreu, por meio do pit bull do vizinho. o gatinho mais amoroso e preguicoso que já tive. vou ser forcada a dar os outros pra evitar outras dores. a poesia não tem vindo há muito tempo, daquele jeito, como amante, que chega quando deito na cama, de surpresa, debaixo da lua no alto da janela, devido meu cansaco de todo dia. semana passada foi um pouco surreal. essa que vem vai ser o dobro. tenho um seminário pra sexta-feira sobre eugênio barba e peter brook. tô adorando estudar, só queria que o dia durasse mais de 24horas. amanhhã de manhã tenho uma cena pra apresentar com a fernanda, por isso vou dormir na casa da bicha hoje, o que me incomoda bastante o coracão. ainda nao decorei as falas, e é esse tipo de coisa que me deixa com os ombros tensos, impedindo a repente da …
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Eu vivo no mundo da roda
Na roda do mundo a girar
O mundo da roda gira
E eu viro o mundo ao rodar

Caiu, levantou sem parar
Lá na frente, caiu novamente
Ferida é o remédio da vida
Viver até quando curar

Morrer, morrer é viver
Na espiral desse mundo eterno
Com fé e crença nesse Deus
Que eu continuo a girar.
(...) alguns falam de marginalizacão de forma positiva. falam da própria ''loucura'' e a exaltam como algo a defender. mas a marginalizacão e a loucura são, precisamente, o que combatemos, a fim de parecermos fiéis às nossas necessidades fundamentais, recusando ficar reduzidos à impotência e ao silêncio. Não se deixar domesticar não significa se refugiar na marginalizacão e na loucura.
isto significa não se deixar domesticar pela marginalizacão e pela loucura.
"vocês não sabem, mas eugênio barba é meu verdadeiro pai."
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fluindoindoindoindoindoindoindoindo