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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Em carta a Guido Battelli, diz Florbela:

O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais;
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante que eu
nem mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessoa;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se
sente bem onde está, que tem saudade…
sei lá de quê.


eu digo agora: tu me entendes?
o caderno novo de folhas brancas que tinha me motivado estava quase pendurando as chuteiras, tava desistindo de mim, nao eu dele. mesmo que os último escritos tenham sido preguicas explícitas em cada tracado do grafite. tenho muitas coisas. não sei o que falar. essa é a frase que mais se ouve no mundo, quando a gente tem certeza que quem falou tem muitas coisas pra dizer. pelo amor de deus, queria tirar esse dragão que tá aqui na garganta. um dragão que cospe água pelos olhos. o dragão sou eu. eu mesma na garganta do dragão. isso é tudo o que ele sabe fazer quando eu me concentro em mim. história. nessa porra de luta diária. o que vem. o que vem nunca me aguarda. só vem. e em minha direcão sempre. são passos que nunca sei se me ultrapassarão, se irão comigo, se de mim irão.
meu violino não afina. não é que ele não afina mais. ele nunca afinou. mas eu fui feliz com ele até que me disseram essa verdade. e que era pra trocar. conseguir um melhor. este é imprestável. mas olhem, eu consigo…
ele acabou de me dizer que me ama, em palavras escritas, depois de versos meus. na radiola toca uma música que nunca ouvi, não faz meu estilo, mas me lembra dessas meninas. agora escrevo chorando por todos os mão-dadas que nunca disseram que se amam.

pra ela o que é dela.

Agosto chega, mais 30 dias do mês. Percebi a difícil arte da escolha, a mais cativante arte de sair do escondedouro. Rumo a vida que se sucede e rumo a tudo que nos impede. Já não é uma questão porque nem todos podem levantar a mão. Num rumo suspenso, abstrato e até mesmo sobrenatural e algo que nunca mais se divide é um beijo e um tchau. Perante todas as iniciativas e demonstrações, erros e conclusões. Nada mais fica além do que já vimos e já sentimos. Na pele.
Ainda tenho vontade de gritar ao pensamento, para que não se iluda, não se vá nem se atreva a se apagar um segundo. Eu olho aquele retrato e o que eu só consigo enxergar são os traços da minha notória curiosidade. Olhando nos meus olhos e encontrando as tais verdades. Seria eu, um aprendiz dos meus próprios princípios? Um pensamento novel. Logo tudo se sucede, logo tudo me remete a imensidão do céu azul. Todas as questões que não tem um cardeal sul. Logo todos os meios serão subjetivos, objetivos. RIDÍCULOS ! Es…

estarsendotersido

Agosto é o mês de nome mais bonito. Não só de nome, ele é todo bonito. Bonita a secura daqui dessas terras de trás das cachueiras das veredas claras de Jorge. Eu nasci daqui alguns dias. É só chegar agosto que os lugares começam a ficar em suas coisas, porque é assim que sempre é. Desde o colegial. São saudades que mato, mato sem dor, como morrer dormindo depois dos carinhos de amor verdadeiro, eu mato muitas saudades. Hoje os carros pararam sem que eu fizesse sinal ou esperasse, os semáforos me avistavam e se abriam aos pedestres que caminhavam junto comigo. Tá sereno. Celebrai, porque tristeza não paga dívida. Matina do dia 4 de agosto e eu matei saudade do site de linhas aéreas promocionais. Também não acredito que passei metade de um ano sem sonhar com on the road, cores estranhas, fronteiras e meus limites. Mas aí estou eu de volta, eu mesma, olhando o mapa grande do Brasil atrás da porta. Tirando dinheiro de brigadeiros pra viver kerouac. Levantando pra ver o Sol renascer. Sonha…
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