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Mostrando postagens de Outubro, 2010

Poética

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreçoao sr. diretor

[...]

Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo

[...]

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
Não quero mais saber do lirismo que não seja LIBERTAÇÃO.

Manuel Bandeira



[saindo pra votar]
Uma vontade de estar com quem quero conhecer, num lugar onde as fitas de Mariasia estejam penduradas em todas as árvores, e pelo vento seus fôlegos de amor ao pescadora ouvir. Urucum, panos coloridos dourados oferecidos pelo reinado da aquarela. Meu ser tateia, papeia com o vento através do meu corpo sagrado, o mover-me. O vento não culpa, o corpo age, o que eu disser nunca será usado contra ninguém. Dançar é a ação e reação do bem. Onde eu sou feliz, sou bela.
passo livre. tudo o que eu quero em Brasília e no Mundo.
toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.
eu sinto muito, aí não escrevo tanto mais.

# Voto no Serra Pq 1

Eu amo a UnB!

Dilma!

tudo o que se tem é nada.

me acostumei com a viciada presença dos gatos que rondam as penumbras dos dias, pelos cômodos da casa, implorando pela atenção das minhas mãos. sou felina como eles. não pertenço a ninguém, ninguém me pertence. sendo humana, isso é um desejo. pertencer-me-te.


tenho muitas saudades de vocês todos e de toda aquela juventude da praça.

Marilena Chaui: Serra é uma ameaça!

vestidos de lunetas

Eu invento meu Pantanal

Para esquecer da angústia que esse mundo me traz, quero te dizer agora que não vou nunca esquecer do sempre que é nosso.

te amo.