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Mostrando postagens de 2011

o mundo é bão!

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Hoje é dia de aniversário! 32 anos de Esquadrão da Vida!!

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VIVA ARY PÁRA RAIOS!!!
existe uma pele
existe um atrito, pode ser forte ou fraco
dependendo,,,
ele pode fazer um machucadão
um machucadinho
dependendo,
existe choro
sorriso
até gargalhada, quem saiba uma raiva
aí existe o tempo
dependendo, antes dele
existe bandeide, métiolate, sal, água e sabão, reza, sopro,,,
(besteira)
uma água é importante
deixar tomar um ar também
daí existe o tempo, eu já disse
daí existe a casquinha

existe não toque aí que dói
existe coceira
existe a marca na pele
dependendo
uma cicatriz
daí existe lembrança fresca do atrito
daí existe tempo
depois lembrança da cicatriz
depois só quando te lembram

dois mil e onze e saindo nova. Lua Nova.

e o novo milênio anda passando, ein?
meu deus, fico de cara quando conheço e converso com gente que nasceu nos anos 2000. fico mesmo de cara. olha só, pessoas que nasceram nessa data já sabem conversar! meu deus, o tempo anda passando... anda passando a mão em mim... quantas coisas esse ano... é muito bom chegar no dia 30 de dezembro com um suspiro e olhar pra trás e pensar: "caracas, eu sobrevivi e to felizona agora". o que passou calou e o que virá dirá. e como dever de casa, como faço a cada mudança de calendário...assim... 1. casa nova - reforma, pintura,cama, varandas - casa cheia novamente e com sobrinho pisciano 2. muito tempo namorando 3. raspei a cabeça junto com o daniel 4. pina bausch - são paulo 5. término de namoro 6. raspei cabeça - ficou sinistro dessa vez 7. viagem chapada [bia e ray]- encontros e reencontros 8. greve IFB/ posar IDA unb 9. vídeo-dança - ebulição 10. viagem recife CASO unb - manguaça 11.video-dança - borboleta maçã borboleta 12. viagem sagarana - mg 13. gr…

p.31, sem justificativas

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não foi censura.
foi uma forcinha extra pra ficar melhor. lincença poética.
pensei em tirar uma outra parte, vc deve saber qual. mas seria hipocrisia.
seria censura.

p.155

"voltei para o hotel, deixei a bicicleta seminova no depósito de bagagens, e , na recepção, meu coração disparou quando pedi a chave. Havia um recado. Malu, às 10h23m. Me liga. Às 10h23m, ela pensava em mim. Fiz um charminho. Fui à praia. Sol. Dei um mergulho. Andei até o posto 9, outro mergulho, a água verde, transparente, o mar calmo. Voltei. Um banho e só então liguei."

p.72

"Claro. Tive que terminar. Tinha de voltar a repartir com outras tanta energia e experiência acumuladas. Tinha uma missão na vida: trocar conhecimentos, expandir fronteiras, cruzar barreiras, arrebentar muros, atravessar guaritas. Terminei com Kátia, com K, e ela sim, ficou arrasada, perdida, mas com uma fila enorme de novos pretendentes curiosos e marxistas."

p.20

"(...)resiste a três, quatro, cinco encontros. No quinto, os defeitos viram deformidades agudas. E, quando a dor é exposta, ele se despede. Desgraçados! (...) não perde tempo. Se não há perfeição, ele continua na busca. Como não há, ele não pára. Há uma crueldade neste estilo de vida: nunca se inteira com alguém, vive-se na vitrine das primeiras impressões, e quando o que incomoda surge do nada, fim. E tudo incomoda um ser impaciente. (...) não se constrói nada. Só há amor quando o erro é acerto."

"o corpo e seus (...) sentidos se engajam na volução¹"

"¹Entendemos que não há evolução, nem desenvolvimento. Há volução, processos em voluta, em espiral, rodando sem objetivo, sem jamais atingir o centro, sem jamais manter um só movimento. A volução se aproxima da volúpia, quando paixões deixam corpos em volução. "o progresso não é um ilusão. Ele acontece, mas de forma lenta. E invariavelmente, termina nos decepcionando."²

1- corpos informáticos
2-George Orwell
Encontrei um flickr meu abandonado, cujo nem me lembro o login e nem a senha.
E meudeus, o gosto muda, as roupas, o cabelo, amizades cotidianas... eu ja fui muita coisa e gosto disso.
Lembro que aquele álbum "nas mãos dos pés" era motivo de orgulho, na verdade ainda é, bastante. Tá marcado. http://www.flickr.com/photos/luaoliveiradapaz/sets/
eu ainda usava o sobrenome da Paz

últimas palavras:

eu te odeio
mas quero que seja feliz.

essa noite fiz um love muito louco dentro do meu sonho...

essa noite fiz um movimento louco dentro do meu sonho...

quem quer rir um pouquinho aí?

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Esse vídeo que postei ali em baixo é um achado. De  repente perambulando por aquele espírito do passar e repassar das memórias, lembrei de um colégio que estudei e de uma apresentação de fim de ano que todas as turmas participaram. Aquela coisa que a gente super se envergonha de mostrar pra qualquer pessoa qualquer tipo de registro, ainda mais quando ainda está perto da data que ocorreu. Esse vídeo é de 2008, no final do meu 2º ano do meu Ensino Médio.
O tema do festival, não me lembro, mas cada turma ficou responsável por épocas da História. A minha turma ficou com os anos 60. Lembro que foi a maior briga, porque todo mundo queria fazer uma coisa diferente, no final foi um fiasco porque acabou que ninguém fez nada, mas valia um notão pra todo mundo, então os corajosos se colocaram a postos, de ataque, pra poder improvisar o que foi decidido de última hora, e eu tava nesse time, claro. HAHAHAHAHA
Fiquei de entrar, de repente e dá uma de Janis Joplin, minha musa. E fiz. Nossa, que fia…

promessa de ano novo

eu não ia prometer nada não
que eu queria é ver o oco
mas mudei de idéia
então eu prometo amar de novo
só que eu prometo
não possuir
e deixar ir
mas só quando não tiver mais jeito
prometo ser leve como nuvem
ser menos egoísta
eu prometo
amar
mas, ok, vamos devagar

depois da chuva.

depois da chuva de terça-feira à tarde. futebol enquanto a água do céu caía - podia ser lágrimas de São Pedro ou talvez um grande amor chorando, o desabotoar do céu, podia ser côco derramando. água lava. sorrir enquanto ela lava e aproveitar pra se esfregar direitinho. tem lugar que dói esfregar, mas é bom limpar pra curar de uma vez por todas. cheguei em casa e ainda pensei bastante sobre tudo ou quase tudo que se passou de junho pra cá. não me lembro muito, com certeza eu devo ter tido vontade de dar um choradinha com toda essa auto-piedade que perdurou meses e me fez derramar muita água. só sei que ontem acordei afim de ficar afim, sabe?
tomei café com pão e margarina e voltei ao meu casulo colorido e vi, revi, aceitei e decidi mudar toda essa minha vida de ponta-cabeça. tirei todas as roupas do guarda-roupas e organizei. esse ritual é de fato um dos mais importante na minha vida. representa muito. e esse ano foi o que mais aconteceu na tentativa de mudar TUDO. toda vez que acontece…

aqui, escutando um afoxé...

aconteceu uma mudança em mim quanto a essas loucas expectativas de ano novo. assim: não tem mais. pra mim virou tudo uma coisa só essa passagem de dezembro-janeiro, poderia até ser um mesmo calendário. no entanto sou influenciada por essa onda de tudo e todos com os 7 pulinhos nas ondas, as festas de fim de ano, pedidos de presente, (re)traçar metas. de fato comecei a contar anos novos de agosto em agosto. e essa percepção do tempo mudou muitas coisas. ''esse é o meu calendário e foda-se o mundo''.
e então janeiro vai começar. estarei com a camera nova. verei o mar. o meu (des)amor vai embora pra bem longe, até que enfim, a paz reinará...

te conto não, conto?

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o peito do pé de pedro é

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"(...)o cantar de sua sereia pra'cabar com'que me aperreia quand'o samba começar (...)"

não posso ter tempo de me julgar.

cansei

então, diante de tanta falta de comunicação ou entendimento, eu sentei, abri uma das duas cervejas que tinha acabado de comprar no supermercado 24horas, tentando soltar o stress e fiquei ali, também comendo biscoitos bono de chocolate. e pensanodo ''mais que se foda vc tbm".
A mulher do caixa pediu minha identidade. pra mer ser eu tinha 18. o mço do taxi foi suer grosso no telefone. queis mandar ele tomar no cu, mas nao fui rápida o suficiente, ele desligou na minha cara. pior é que dependo deles. quero dizer que não tenho direito de ir vir na minha cidade, essa capital dos infernos branca.
 e comecei a olhar o espaço, percebê-lo, um gole aqui, dois goles de uma vez ali... e fui indo. até que deixei o último gole dentro da garrafa e coloquei no chão, pra que algum moribundo pudesse bebê-lo em algum segundo ali, se fosse possível. enquanto tudo isso fiquei observando  aquele tanto de janela piscando, muitas janelas, algumas com piscapisca de natal, enfim, é um apaga-apaga…

"eu só quero que vc não se esqueça que vc me amou".

vai dizer... acho que é isso que pertuba a gente quando de repente... um repente de despedida é soado.
A gente não entende como pode acontecer de olhar alguém e não saber dizer, ou não saber escutar sem que algo a mais cante tbm dentro de nós, o que for que seja... ruim ou bom. Mas só não dá pra entender como muda, assim, de repente, algo que um dia era cadente e um só.
E vira dois, um pra lá, um pra cá, onde os dois se sabem, mas não se reconhecem mais. Sreão desintegrações de aços, bambus, sobremesas, passeios, comemorações, amores... mas uma hora fica tudo bem. Como pode ser tudo bem?
Que caminho foi esse pra se chegar aí?
Como pode ser tudo bem não ser mais assim, desse jeito?
Mas é, é tudo bem.

assim.

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patética

eu pensei
ao ler o penultimo texto.
pior que tudo é verdade

quero ser cuidada.

em reticências

Ai gente, há bastante eu nao escrevo nada.
Há bastante tempo mesmo. Eu desenho letras e dedilho o teclado pela necessidade de tentar tirar alguma coisa de mim, pra ver se eu me entendo um pouco, se eu me alivio, se eu sorrio, sei lá... antes funcionava assim, mas o negócio é que nao sai mais nada, eu fico aqui girando todo um caos interno, o tempo inteiro, e quando eu sei que poderia estar escrevendo eu prefiro deixar girando de novo aqui dentro, pra crescer, porque uma coisa é certa, fica. Fica mesmo. Paradoxo.
Talvez eu esteja escrevendo assim agora porque me encontro no fim do meu ciclo menstrual e tudo muda. E muda tudo. Me sinto sozinha e abandonada, sempre. Inclusive uns meses atrás enquanto passava por essa fase hormonal paralela a outras sensações fortíssimas de solidão pensei em me matar. Mas é tranquilo, várias vezes eu penso isso, mas é óbvio que isso nao vai acontecer. "Não posso me deixar sozinha comigo mesma por muito tempo". Estou escrevendo isso pq.. é... est…
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2º dia de residência

muitas coisas em reflexão sobre o meu próprio trabalho, minhas motivações, meus estímulos para criação, um processo de colaboração com pessoas que não conheço, uma câmera que nunca usei, que fica acoplada no corpo e com olho-de-peixe. A câmera obriga a mudar toda forma já viciada de um pensamento de câmera externa, que fixa, controlada 100%, o tempo mais veloz, ou seja, tem que desconstruir a dinâmica de montagem de cena que já temos. Começamos a pensar algumas possibilidades de cena já, movimentos... mas ainda não encontramos a poética :)

Hoje visitamos mais duas locações: passarelas do eixão e o santuário dos pajés. Mas resolvemos anulá-las e explorar o potencial do cemitério.
Almoço de hoje: Feijão preto com cenoura e linguiça, tomate com cebola e cebolinha, alface, arroz, batatinha frita e farofa de cebola.

1º dia de residência

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ontem foi o primeiro dia da residência de vídeo-dança aqui em Brasília. Estamos (oli e eu) entre um paulista, dois pernambucanos, e duas baianas. Gente com o trampo bem legal, que foi exposto ontem lá no IH da ala norte do ICC. Nossa primeiríssima exposição dos nossos vídeos. Me sinto honrada e arrasando na balada.
Ontem tbm fizemos nossa primeira visita à primeira idéia de locação pro vídeodança a ser criado e apresentado no sábado, lá no beijódromo. O tema proposto pro vídeo é anti-turismo na capital brasileira. Primeira locação: Cemitério.

Almoço: Linguiça frita na frigideira com cebola, saladinha de tomate, macarrão com molho de tomate.
Vou postar aqui alguns trabalhos da galera da mostra e o nosso que foi mais aplaudido:







começo da noite eu senti saudade.
e fiquei perguntando se isso seria pra sempre.
pq eu nem te quero.
e não dói mais. é sério.
eu não quero ngm, isso eu sei: não é pra sempre.
pq eu fico pensando que vai doer de novo
eu sei - isso é pra sempre
doer é pra sempre.
só que por muitos ''por enquantos'' eu dei um tempo desse sempre.
agora não.

primeira exposição - primeira residência

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banho de Lua

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tem uma coisa pra mim que é muito especial: tomar banho de noite com a luz do banheiro apagada. E é mais especial quando a Lua tá apontando na janela, me alumiando enquanto a água toca. A poesia visita, o verso grita, mas nunca anoto. Isso acontece quando me deito e respiro, lembro que respiro. Acontece quando caminho, ou simplesmente quando paro. Fico ali parada. Parabólica.
Hoje no caminho pro metrô, de mãos dadas com a menina do cabelo do sol me perguntou se eu tenho sentido ALEGRIA - palavra forte pra mim. Respondi que SIM. E ela reforçou a pergunta: ALEGRIA? - com um sorriso acompanhando as palavras, depois dizendo que faz tempo que não sente essas 7 letrinhas aboletarem em seus dias. Eu respondi- sem pergunta antes- não deixando silêncio entre as falas, afobada: Faz pouco tempo que sinto alegria. "Hoje no R.U me disse alguém: Vc tá bem, ein?". Naquele momento percebi algo- estou bem. Não sabia, apenas fiquei bem. Recomecei. Fiz doce, tirei pedras e agora estou plantand…

eu passarinho.

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acabou chorare no meio do mundo

respirei eu fundo
foi-se tudo pra escanteio

cor-de-rosa

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14 de setembro - ainda bem que não entreguei.

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d e s p e r s i a n a

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experimentando edição

A dança

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Você com as suas drogas, e as suas teorias, e as sua rebeldia e a sua solidão... vive com seus excessos, mas não tem mais dinheiro pra comprar outra fulga. Então é outra festa, outra sexta-feira... que se foda o futuro. Vc se acha tão esperto, que está tão certo de que nunca vai errar. Vc nunca dançou com ódio de verdade. Tenha cuidado, um dia se vc dançar...
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE
FODA-SE

pelo amor de deus, quando isso vai passar?

e a paixão que andou se escondendo?

debaixo dágua tudo era mais bonito
mas tinha que respirar
o que me dói nessa confusão toda é que eu lembro que não existe um sujeito aqui dentro de todo esse terreno com árvores, pés de fruta, flores, posses e discursos com aquela coisinha boa. uma tal de partilha, escuta.


"diamantes de pedaços
de vidro (...)

às vezes parecia
que era só improvisar
e o mundo então seria
um livro aberto (...)

quero ter alguém
com quem conversar
alguém que depois
não use o que eu disse
contra mim (...)"
vai ver se eu to lá na esquina - devo estar.
eu sei que benzinho me ama
eu sei que benzinho me admira
eu sei que benzinho ainda se lembra
eu sei que benzinho me acha bonito
eu sei que benzinho me deseja

por isso não beijo o te(u) desejo
quanto carinho, insegurança, apertim no coração, olhares fingidos de acaso.
mas tudo não passa de amor já passado. não esquecido.
ela diz toda a verdade, sempre.ele não. ela sente. é mistério. não acaso. é certo.

ela quer só estar.
mas ele pensa que não é só isso.
então sente que tem que se afastar.
na varanda
se declara: "te amo, tá?"
ela ouve e deixa sobrar as últimas sílabas. -tá?

abraça. sente o coração. na varanda.
todos na sala de estar tocando violão.
abraçados ainda.
ela quer dar um beijo. sem desejo.
beijo de saudade. beijo sinceridade.
com verdade. leve - levado pelo vento

que violência: esquivou-se.
não doeu.
ela disse: me dá um beijo, não é por nada. é só um beijo.
Beijou.
É, ele pensa que não é só estar.
Mas é só, tá?
estou sempre de chegada.
preciso ficar.
ficar, fincar até o momento de ir
de novo
pra depois chegar
mas esse é o momento
de fincar, ficar...

é...

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A vida é sonho
e os sonhos
sonhos são

de modo que o meu espírito ganhe um brilho definido

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chuva levanta poeira.
chuva faz lama.
chuva lava.
chuva molha.
chuva brota.
ccchhhhhhhhuuu
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PASSEI, MIERDA!!!!

celebrar o choro
prático umidificador 
dos olhos que expulsa
pequenos corpos 
estranhos do meu ser:
agonia, melancolia,
sementes de melancia

amor impossível é assim:

eu queria ir aí lhe dar um abraço
não posso:
sinta-se abraçado

eu queria ir aí lhe dar um beijo
não posso:
sinta-se beijado

eu queria ir aí dormir com você
não posso:
sinta meu calor ao seu lado

eu quería ir aí amá-lo
não posso:
sinta-se amado

não posso
não posso
não posso

sinta-se desejado
sinta-se nu
sinta-se meu

sinta-se bem

itinerário do curativo

no início vai sair sangue, muito sangue. no início vai doer, depois não vai doer mais não. no início você vai sofrer - aliás, você está aqui pra quê? - no início você vai se desesperar, depois não vai se desesperar mais não. no início você vai querer morrer, depois não vai querer morrer mais não.

uma pergunta, apenas

quando isso vai passar mesmo?

miséria do amor

mentira
silêncio
crença
espera
não diz a verdade
mentira
silêncio
crença
não diz a verdade


machuca de graça

de 2 ou + corpos no mesmo espaço

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Fotografia do vídeo-dança em andamento: Lorraine Maciel.

cabeleiras cambalache

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nem medo

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eu gosto muito de olhar.
eu até paro de dançar só pra ficar olhando.
eu poderia ficar olhando a noite inteirinha
mas às vezes resolvo dançar.

respira respira e respira

Respirar é bom.
Faz passar muitas coisas.



passou...

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(...) Eu, pelos buracos dos vidros das janelas enferrujadas, espionava. Acho que era o jeito dela não deixar nascer escória da sua boca. Ela dançava... dançava... e dançava. Era ela a casa branca em ruínas naquela menina azul.
Dança e Edição: Camila Oliveira
Imagens: Rayane Noronha

só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão

mas deus dá asas à minha cobra.

Sobre Importâncias

(...) A importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encatamento que a coisa produza em nós. Assim um passarinho nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que a Cordilheira dos Andes. Que um osso é mais importante para o cachorro do que uma pedra de diamante. E dente de macaco da era terciária é mais importante para os arqueólogos do que a Torre Eiffel. (Veja que só um dente de macaco!) Que uma boneca de trapos que abre e fecha os olhinhos azuis nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que o Empire State Building. Que cu de uma formiga é mais importante para o poeta do que uma Usina Nuclear. Sem precisas medir o ânus da formiga. (...) Há um desagero em mim em aceitar essas medidas. Porém não sei se isso é um defeito do olho ou da razão. Se é defeito da alma ou do corpo. Se fizerem algum exame mental em mim por tais julgamentos, vão encontrar que eu gosto mai…

Desprezo

(...) Quando a gente morava no Desprezo ele já era desprezado. Restavam três casas em pé. E três famílias com oito guris que corriam pelas estradas já cobertas de mato. Eu era um dos oito guris. (...) Naquele tempo do Desprezo eu queria ser chão, isto ser: para que em mim árvores crescessem. Para que sobre mim as conchas se formassem. Eu queria ser chão no tempo do Desprezo para que sobre mim os rios corressem. Me lembro que os moradores do Desprezo, incluindo os oito guris, todos queriam ser aves ou coisas ou novas pessoas. Isso quer dizer que os moradores do Desprezo queriam ficar livres para outro seres. Até ser chão servia como era o caso. Ninguém era responsável pelas preferências dos outros. Nem isso era uma brincadeira. Podia ser um sonho saído do Desprezo. Uma senhora de nome Ana Belona queria ser ávore para ter gorjeios. ela falou que não queria mais moer solidão. Tinha um homem com o olhar sujo de dor que catava o cisco mais nobre do lugar para construir outra casa. Não sei …

"territórios são no fundo relações sociais projetadas no espaço".

SOUZA, M. J. L.

elas tinham que parar pra olhar o céu naquele fim de dia

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aboletar cíclico das borboletas

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Aí, galera, aqui tá outro vídeo-dança da série : Primeiras Experimentações, criado por mim e pela Olivia. Projeto Dança pra câmera que muita garapa tem pra dar nas caneca do mundo. Dentro das primeiras chuvas da cidade.



E pra que ainda não viu o outro nosso, primeiríssimo, com sua banalidade colorida durante a seca brasiliense.


o veneno está na mesa

"Escrevi muitas linhas sobre você. Você que em tempos eufóricos esteve comigo. Você que nesses (...) tempos transformou o belo em pedaços. Pedaços dos quais fiz as palavras das linhas sobre você. Não guardo mais nada, mentiras evaporam com o tempo. Verdades, não. E você as tem tatuadas no coração. Guarde estas, são as últimas."

a diferença entre as poéticas e as escritas comuns, a radiação.

devo aceitar que lábios
tem o mesmo gosto de abismos


lavar e por flores em túmulos
trocar molduras de fotografias
tentando redimir o pouco amor.
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. 
Recomeça.

rápido e rasteiro

vai ter um festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.



aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida

as coisas que não pretendem prestam pra poesia.

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foto: ray

arco-íris: aliança de amor comigo mesma

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eu estorei esse assunto hoje. tirei de mim. limpei-me. caminhei por brasília pra lá pra cá de mãos dadas com as calçadas um chuva pra terminar o serviço presenteada com dois arco-íris e todos os ipês brancos da asa sul pra devolver-me perfurme que antes já era meu

solidão levada pelo vento

faz o favor!

"quando vc me encontrar
não fale comigo
não olhe pra mim..."

Jards Macalé.

forjei asas nos teus pés

hoje eu entendi: sonho não se dá.
o que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?

sem título algum pra essa merda de sentimento desgraçado.

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Por horas eu pensei que fosse morrer. Foi a pior escolha pra um domingo. Querer morrer, sair correndo, dar um soco, desaparecer, ou fazê-lo desaparecer. Ouviram? - Fazê- LO e não fazer- TE. Não existe mais nada aqui que se possa achar  onde teu seu nome esteja no vocativo, em primeiro lugar, na segunda pessoa. Porque para ele não levantarei mais nem um olhar, nem palavra e nem abraço. Até agora não entendo o que pode ser, o que foi que me fez tomar essa decisão, pois se sabe o quanto se sofre e o quanto todas essas sensações já se repetiram.
"Quem procura acha" nunca foi tão correto. Dói demais. Doeu não querer dizer. Ter que calar porque qualquer soluço ou qualquer diferença de voz seria um porta a mais pra se fechar depois - agora -. Te desejo o que? QUERO QUE DESAPAREÇA. Porra de amor maldito desgraçado vagabundo de merda!
sai de mim. só isso. sai de mim. sai de mim. sai de mim. só isso. só isso. Pra solucionar sou capaz de mudar o meu nome, desaparecer, beijar um ouriço …

Sagarana - Feito Rosa para o Sertão 2011

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