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Mostrando postagens de Janeiro, 2011
Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos... (clarice)
Não vou dançar no carnaval. Que depressão. Isso é pra eu aprender a me preservar. Tá bem caro o custo!
eu te juro que tenho de verdade um presente pra você e que não me esqueci do seu aniversário no dia nove de janeiro. eu te juro que vivo querendo aprender acrobacias contigo. ó, e não é todo mundo que jura que mente, por mais que eu seja filha da puta. cara, eu sou filha da puta com todo mundo, até comigo mesma. isso é péssio algumas horas, em outras é o máximo, são os momento que não me persigo, saboto. é como no fim do ano quando a gente promeNte que não vai mais tomar refrigerante no ano que novo inteiro e nem nunca mais, daí é só dar meia noite e.... que merda, tô tomando refrigerante de novo! mas tudo isso sem se sentir culpada,sem me odiar...ai ai, mas é sério, a partir de fevereiro eu páro! a minha casa tá quase pronta, daí você vem, toma suco, toma sol, toma banho, e fica alegre! e vééééééi, a adriana vai morrer de câncer ou efizema porque todo mundo sabe que ela não é feliz e faz maldades.
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"Ainda ontem eu sabia ou fingia saber o que eu queria. De repente, me encontro assim sem saber de mim, sem ser. Esse mecanismo de ser o que se espera não tá encaixando, tá me podando. Sistema filha da puta, hein? Tá na cara que tenho que peneirar algumas coisas. Remexer o baú, soltar as feras os meus outros eus escondidos."


daqui
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(...)

Vivo do currá pro mato,
Sou correto e munto izato,
Por farta de zelo e trato
Nunca um bezerro morreu.
Se arguém me vê trabaiando,
A bezerrama curando,
Dá pra ficá maginando
Que o dono do gado é eu.

Eu não invejo riqueza
Nem posição, nem grandeza,
Nem a vida de fineza
Do povo da capitá.
Pra minha vida sê bela
Só basta não fartá nela
Bom cavalo, boa sela
E gado pr'eu campeá.

Somente uma coisa iziste,
Que ainda que teja triste
Meu coração não resiste
E pula de animação.
É uma viola magoada,
Bem chorosa e apaxonada,
Acompanhando a toada
Dum cantadô do sertão.

(...)

Antonio Gonçalves da Silva - o Patativa.
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eu sou um ciclo. um ciclo menstrual. um ciclo sexual. um ciclo musical. meus desejos rodopiam como um pião no meu côco quando eu páro. meu estômago tem hora. meus achismos. um clico de crises existenciais, marginais, sociais, climáticas, poéticas-corporais.
o telefone tem tocado tanto (e inutilmente) que o estardalhaço daquela tocata entrou na minha consciência e quando o silêncio acontece ele não sai daqui. e o pior é que estou com verme. maquei ginecologista e menstruei um dia antes. FICO PUTA. meu ligamento do pé esquerdo não melhora.
as férias estão acabando eu não fiz nada considerável. faculdade voltando dia 7. francês. pesquisas. natação. auto escola. falta de dinheiro. pessoas. ônibus. plano de saúde acabou. preciso decorar uma poesia. escutar uma discografia aí. terminar o livro e os meus cem anos de solidão. sambar. voltar a dançar. preciso sair. preciso sorrir. preciso ir. preciso estudar.
No instante ausente encontrou o discurso, brotando inquieto nas palavras do olhar. Contemplo; o resto é mar.

devagar e urgentemente.

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Diálogo pós-colonial nº 1:

“Sou Viciada em final de novela.”
“Só em final? Não assiste ela toda?
“Não.”
“Mas como consegue saber quem é quem? O contexto todo da história, ganchos narrativos...?
“Olha, assisto o início e o resto vou presumindo, acompanhando no jornal, naquelas revistas de 1 real, sabe?!”
“Sei, sou fã desse tipo de coisa pop-bizarra.”
“Então... na verdade, basta saber quem é o Carlos e a Helena e a ambientação. É bem como disse, o resto é previsível. Não acha?”
“De que ponto de vista?”
“Como assim?”
“Se for do ponto de vista do Carlos, a vida é do caralho! Além da Helena, uma gata apaixonada por ele e a mais forte e madura da novela, há um séquito de mulheres disponíveis em cada esquina do Leblon, ou da Urca, ou de Ipanema, ou da Barra, ou da Lagoa e se o tesão for grande, mas só se for grande mesmo, da Tijuca...”
“É. O roteiro é até a Tijuca, no máximo. Por conta da UPP a classe média transita mais.”
“Pode crer... Se for do Méier é a alpinista social da trama.”
“Mesmo! A lógica é: Se m…
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"Antes, a questão era descobrir se a vida precisava ter algum significado para ser vivida. Agora, ao contrário, ficou evidente que ela será melhor vivida se não tiver significado."


Camus

black swan

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"Isso é Antropológico, irmão!" : O Rap do Silva

Um brinde!

Atabaque chora

vídeo-dança

a minha virada de ano:

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Dá meia noite e a Lua faz o claro.

Mágico um novo ano saindo sem chorar do ventre do tempo; um doismiledez parada a maior parte em frente ao espelho, levando beijinhos no pescoço de quem me tem carinho.
Tentativas de aceitar uma realidade, e moldá-la de uma forma a ser vista feliz como em caleidoscópios, sem tirar os pés do chão e sem colocar a cabeça nas nuvens. Consigo enxergar o diamante em "Só a beleza pode salvar o mundo". Dá meia noite e a Lua faz o claro.
Sempre assim, é tanta esperança nessa época que nãos ei o que fazer com ela. Chega o desejo despediça! Ms nao, nao, nao, nao, nao! Dessa vez nao!

ps: que virada linda, a minha!