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Mostrando postagens de Abril, 2011

2ªs experiências - participação especial fê montana

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1ª experimentação vídeo-dança editada

Tudo feito na espontaneidade. Quando chego em casa e me deparo com a casa sozinha. Sensação desesperadora estranha, inesperada. Casa afastada, silêncio quase absoluto, obsoleto. E repentinamente todo o meu momento minguante foi para o espaço, momento desrespeitado pelas exigências da vida cotidiana. Então quando mais deveria louvar e me entregar à solidão rápida, o silêncio desusado, espaço desabitado que tanto esperava: UM SURTO. Vontade louca de gritar, correr, dançar, transar, beijar, abraçar. passou, será?  Tudo o que estava acumulando da epiderme pra dentro tava batendo que nem bumbo dentro das matas embrenhadas do corpo. O que deu pra aproveitar foi o corredor com cimento nas paredes, o escuro e a luminária verde do meu quarto deitada no chão da cozinha. Ps:quero dizer que foi muito dificil editar, porque nao sei mexer ainda no programa. Muitos movimentos bons não estão aí, até porque é preciso um mínima organização e memória para editar um vídeo., no fim das contas fiz tudo nas …
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agora

Ten Chi - Pina Bausch

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Eu não acreditei quando vi num blog de dança (este!) que viria ao Brasil a Companhia Tanztheater Wuppertal, da minha musa linda e maravilhosa Pina Bausch. Naquele instante eu tinha certeza que eu tinha que fazer de tudo pra ir naquele espetáculo! E foi o que aconteceu. Eu ja estava juntando um graninha pra viajar no meio do ano, de qualquer forma era insuficiente até pra pagar o ingresso. Estou devendo pra mãe de uma amiga, Olivia (foi comigo assistir), que passou tudo no cartão de crédito, mas de qualquer forma vou conseguir pagar. Viagei pra Sampa na quinta-feira de manhã, pra assistir o espetáculo às 21h. ADRENALINA SINISTRA!!! Ansiedade, ansiedade, ansiedade, ansiedade!! E como eu disse, o dinheiro que eu tinha era insuficiente, então eu tinha que dá um jeito. Ultimamente o dinheiro que eu tenho economizado é do dinheiro que meu pai me dá pra ajuda de sobrevivência e de ser modelo vivo no departamento de Artes na UnB, que dá um graninha em poucas horas. Ao contrário do trampo que …

"se vocês forem em política como são em estética, estamos fritos"

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"Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome."

caetano

eu passarinho SIM!

se você não afeta não está vivo. se você não é afetado está morto. é assim que as coisas parecem ser. E por mais que todos os dias eu aprenda mais sobre a minha inteligência enquanto corpo, e mais sei onde estão as pernas, tenho andando, entre esse aglomerado de gente desesperada, sem chão e almoçando sozinha, no fundo de um funil com aqueles tropeços de quando acaba o meio fio e começa a pista sem a que nós percebamos. Cadê o chão? Desaba, desaba, desaba, desaba... São tantas referências estranhas que do nada aparecem e se tornam referências e que eu nem queria. Isso tudo que dá todo esse complexo de inferior, uma sabotagem constante.

AVOIR

Avoar é ter passarinho.
Brasília se abre em plenitude enquanto caminho por ela. Com pé no chão, sobre rodas e entre ventos. Tenho morrido de beleza nesses últimos dias vivos. Faz muito bem morrer de beleza às vezes. Tirar a roupa para quarenta pessoas, simultaneamente, enquanto seus olhos se fixam e meus sinais de vida convexos. Ao som de Bach. Ser um corpo é a melhor exuberância de sensações, onde é possível estar vivo.  Não cabe dentro de mim toda essa explosão devassa que me ocorre enquanto desço toda a ladeira de grama, cercada de céu e cores douradas de bronze. Não cabe. Ai, brasília, é você mesma? Não, não é. É outra brasília. Brasília que tem mar, vento, sundown e sol de verão quase o ano todo.
Te amo, minha Brasília. Quero não só ver o mar, mas entrar nele, com água que molha, sal que arde os olhos, ondas que derrubam.