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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Sagarana - Feito Rosa para o Sertão 2011

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Foto: Nara
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quanto eu por aqui.

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meu terreno tá quase baldio.

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21 de setembro

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Mais ou menos às 19horas, UnB. Um pandeiro e um Abayomi Mandela, uma flauta e uma  Ana Cesário, uma gaita e um Lucas Brochado serenateando para algumas cigarras e dois corpos dançantes: Anônimos




dança pra câmera aí

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quantos sonhos, minha gente!

é tanto que quero explodir
eu
você
aquele
ela
ele

17h30m em Brasília - edição porca nº 1 (movie maker)

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"Sempre nos fascinamos pelo contexto que envolve cada uma dessas danças, pelo comprometimento e pela despretensão, pela seriedade e pela festividade, pela manutenção de uma estrutura de passos e de uma sequência de cenas e pela novidade criativa trazida na exibição particular de cada brincante."
Marina e Maria Eugênia, quero dizer que eu também, eu também.

O contemporâneo e o tradicional

Depoimento bem interessante sobre a questão do "contemporâneo" e do "tradicional" de Helder Vasconcelos para Maria Eugênia e Marina Abib em 2009.
"A compreensão que eu tenho do fazer contemporâneo é o particular, o que só você pode dizer, o que só você pode fazer. E que de tão particular chega no geral, no mais humano. O contemporâneo como um contexto no qual a expressão do particular se faz mais presente. Já o "tradicional" é algo extremamente coletivo, não existe "Eu inventei o mestre Ambrosio", ou "Eu inventei a Velha do Bambu" (figuras da brincadeira do Cavalo-Marinho). Essa necessidade não existe no coletivo, quem inventou, que assinatura é essa, existe uma necessidade que está em um coletivo, embora atenda muitas necessidades particulares."

Ambos os casos se encontram no mesmo ponto: "Atender as necessidades humanas. (...) só que em contextos e de formas diferente". E tanto no coletivo como no particular o pont…
"Foi nesse momento que resolvi mergulhar de vez na dança. E foi aí também que fui ver, pela primeira vez, como essas danças aconteciam nos seus contextos originários. Em uma viagem para Pernambuco, tive a oportunidade de ir a ensaios e festas de algumas das manifestações populares que ocorrem lá. E percebi o tamanho da falta que sentia daquilo... de ver por mim mesma como acontecia tudo aquilo que eles chamam de brincadeira. Não tinha vontade de fazer nada, só olhar. Era lindo ver o que aquelas brincadeiras representavam como uma organização espontânea do coletivo que foi capaz de costurar gerações e demonstrar a vitalidade de tantas pessoas. Aqueles corpos que atentos em suas distrações propunham movimentos dos mais inusitados e maravilhosos. Era impossível ver aquilo fora dali, mas vi que era possível viver aquela energia de forma diferente como diferente eram nossas vidas e nossas histórias para contar. O ―espírito‖ de festa que vi ali era o mesmo que havia me encantado nas au…

Mais uma recomendação: INSOLAÇÃO!

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Numa cidade vazia, castigada pelo sol, jovens e velhos confundem a sensação febril da insolação com o início delicado da paixão. Como espectros, eles vagam entre construções e descampados em busca do amor inalcançável. Livremente inspirado em contos russos do século XIX, as histórias se entrelaçam e se desembaraçam na improvável cidade de Brasília, filmada em todo o esplendor de sua utopia modernista.

moi et mes 20 ans et 35 jours avec joão pedro et ses 6 mois et 12 jours

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pedacinho da carta que acabei de te escrever

"é impossível imaginar, porque a curiosidade é saber daquela parte que é segredo, que só a sua solidão sabe."

Cheguei do mangue!

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Depois de uma bela e louca semana na terra do mangue, estoy de volta pra terra da terra vermelha e dos calangos encantados! Foram 3.280km indo, sem muitas variedades de expectativas, mas algumas, poucas, de tamanho grande. Que o mar carregasse os teus pedaços que em mim estavam em estilhaços me arranhando, que só ficasse o que é de tu macio e manso. Ofertado a mim veio:

"Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de , não se conhecendo, no entanto prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal - a alegria é uma fatalidade"*

Talvez eu tenha conseguido, pensei, durante os 3.280km vindo. Acho que sim. depois de Pátio São Pedro, na Terça Negra, depois de um côco com Adiel Luna, Seu Manoel, Niltinho no Mercado da Boa Vista, depois de um belo mar bravo com sol rachando o matulão de idéias, depois de Tango Gotan assistido da…
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Rasga não coração rééééi

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eu rabisco o sol que a chuva apagou

vou consertar minha asa quebrada

as certezas derretem como líquido em questões de segundos.
temperatura do ar pesada
eu vou mesmo?
que medo é esse nas entranhas?
porque não consigo arrumar a mochila?
porque acho que dormirei e acordarei com você do lado?
mentira, isso é mentira. eu não penso.
é essa a dor que bate
onda que bate contra o peito
estilhaços

Amor,

estou indo embora pra poder te lançar no mar de pernambuco e voltar com meu nome, com a minha identidade, com a cor dos meus olhos e de meus cabelos.

me sinto mais cansada que sozinha. o amor me sugou.


mini doc marcha das vadias df

Mar que saudade do meu cabelo!!

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O Três Mal-Amados

João Cabral de Melo Neto
Joaquim:
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
[...] Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
[...]
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu …

pedacinhos de um de setembro tardezinha

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pedacinhos de um de setembro pela manhãzinha

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