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Mostrando postagens de 2012

explode a lantejoula no globo ocular

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se a vida é tão boa, então porque é que a gente chora atoa quando começa a remar?
[6:00 - muitos meses nessa casa e é a primeira vez que escuto os sinos da catedral tocando]



Tornare a Casa - Itália

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Lo encandila los vientos

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enca
"te amo depois" - um colapso do corpo com a verdade. um choque.
"te amo demais" - verdade também.

o vento não passa em corpos sem buracos. é preciso deixar passar pra lá.

a serenidade é um tipo de agitação. isso que aquele rapaz de óculos redondos me disse antes de dormir. talvez eu conseguisse sentir isso dessa vez se tivesse alcançado esse sentir. mas nem.
o sono veio por algumas horas, agitado, só, sem sonho.

a casa vazia, e mais uma vez aquela sensação louca de tudo. onde eu olho de cima da montanha e penso talvez ter alcançado um lugar e mais uma vez pensar: hora de voltar pra casa. quando a gente sente mesmo o mundo inteiro. embora o céu não estivesse no meu azul da boca.

penso também que amar é disposição. estar à prova dágua, prova à terra, à fogo, à tormenta. quando a gente começa a se cansar? quando todo o tempo é isso. a minha vontade é de ficar em silêncio, porque não é a vontade.

um cardume de pensamentos, sensações de coragem e medo. o mundo inteirinho na frente desse corpo de fogo. eu só sei, dançarina, que na minha vida eu preciso estar pulsando. pulsando. pulsando. se eu for enterrada por toda essa terra eu vou dizer: o pulso ainda pu…

uma pausa dos tantos olhos.

terra pra mão carícia

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beije-me

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alto. bem alto.

bilhete

Se tu me amas, [não] ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
[não] tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...



a descoberta do dia: o Mario Quintana era Leonino. Como ele conseguiu fazer um poema desse?
isso é plágio ou mentira.
tomei a liberdade de mudá-lo, em nome do fogo.

fogo

"o por-do-sol é belo por tudo o que te faz perder"


u m p e n s a m e n t o d e c a d a v e z u m m o v i m e n t o d e c a d a v e z a i n s p i r a ç ã o v e m c o m o h á b i t o d e n u t r i r - s e do q u e t e d á v o n t a d e d e v i v e r o a c a s o a j u d a m a s v o c ê t e m q u e p r e p a r a r a a r m a d i l h a p r a p e g á - l o .

chegamos aqui

novamente.


"tudo o que não deu certo, eu sei que não tem conserto. meu silêncio chorou, chorou"
 abraçaço, caetano

às vezes dá muito medo.

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eu preciso de ajuda.

ela voltou, subindo as escadas novamente pra dizer que

"(...) sido uma surpresa atrás da outra..."

mas se tudo é efêmero, não devíamos sentir tantas coisas que oscilam assim diante da eternidade

o ciúme
os c c iiil la
entre a ra i v        a
e o pâpâpâni  i co

e o a amor
concor do
com leminski rei
ele os c c iiil la
entre o amarelo
e
o
azul
água
água
água
água
água
água
água

mata
mata

fogo
fogo
fogo

mata
mata
mata

lua

lua

ar
sol
ar
céu dublado.
Maria Eugênia Matricardi - PCCP / FLAAC 2012 from CORPOS INFORMÁTICOS on Vimeo.

- Amor, acho que entendi o que foi. Vou te mostrar, se você não - de costas, olhando junto com você. Muitos pacotes e pacotes e pacotes de grão de açúcar do umbigo caidos por entre-abaixo concreto e loucura babilônica semafílica. pacotes de açúcar acabam.

- Matar um filho é doce, queridos.

- Júlia chupando manga debaixo Dárvore, olhou para as distâncias e perguntou quanto doce cabe dali até qui.
são pedro, segura essa chuva aí pra daqui uns 15 minutos no mínimo. que é o tempo de sair das 900 e chegar nas 400. sobreviver aos eixinhos e eixões em pleno novembro, mês em que todos já estão enlouquecendo. levar uma carreirinha de uma corujinha-corujona mudadora de rotas!


valeu, nossa senhora do cerrado!
não, eu não vou comprar uma lanchinho. prefiro comprar uma bandeija de ovos, dura a semana inteira.
chego em casa, horário do almoço, abro a porta e dou de cara com uma bruxa voando na sala. esqueci as janelas abertas.

meninas começam m de mistério

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amora? tem alguém aí?

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boca da noite

me rio me lua me pote me jacá me poço me mato me pilão me barro (...) me cabaça me cacimba me vaga-lume lamparina me poetizo  em ti
por existir a morte, não morreremos.

não precisa de dança, a existência já basta.

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desculpe a minha falta de generosidade.

as flores que nascem das sereias são rainhas da mata

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a m a r
quem foi que disse que amar bem é amar menos do que se pode amar, achando que está deixando o perigo de amar lá em baixo do abismo?
 e está mesmo.
está abandonando os próprios abismos.
e quem não mora em seus abismos nem anda com seus fantasmas, né manoel, não é marcado. nunca é exposto às fraquezas, ao desalento, ao próprio amor, ao poema.
a m a r é a m a r s e m m e d i d a, e s s a é a m e d i d a.
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cabelos lisos longos acompanhados de olhos que me viram dançar.

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Primeiro fomos água. Cachueira, borbulinhas de pum nágua, rio manso, laiá inteira até chegar numa taça de cristal sem qualquer. só com vento.  Ligamos nosso(s) espírito(s), que não sabemos se temos, às estrelas por um fiozinho que sai do topo da nossa cabeça, nossos braços de guerreirxs. Caminhar. Andar. Caminhar. Andar. Você não precisa mostrar, se você já sente aquilo, é o suficiente para ser visto, radiado. Não foque, veja tudo. quantos tempos dentro dos tempos que não vemos passar. não deu tempo para ver o tempo passar. três horas junto de muitos alguéns e qualqueres não nos deixa perceber rugas, marcas, cabelos crescendo. Aquela voz que escutávamos, não sei dizer sobre ela.
Não sei dizer sobre nada. Estou numa mera tentativa sem expectativas, já que tem tempo que a reflexão e memória perderam um pouquinho o valor em minhas palavras aqui. A experiência conta mais. Mas é isso que nos resta mesmo. 
Tem que ser nada para ser tanto, para podermos ser sonhadxs pelas garças. Mas fomos …

Qualquer

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beija-flor
libélula
serpente

paquidermia

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así es como se enamora tu corazón con el mío

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Yo he visto una garza mora-dandole combte al Río,
Así es como se enamora tu corazón con el mío,
Yo he visto una garza mora-dandole combte al Río,
Así es como se enamora,
así es como se enamora tu corazón con el mío,
Tu corazón con el mío.

Y Luna, luna, luna, luna llena
Menguante, luna, luna, luna, luna llena
Menguante.

Y anda a la casa muchacha
y me trae la caravina
Pa' mata' ese gavilan
que no me deja gallina.

La luna me esta mirando y yo no se
lo que me ve,
yo tengo la ropa limpia
ayer tarde la lave.

La luna me esta mirando,
yo no se lo que me ve,
yo tengo la ropa limpia
yo tengo la ropa limpia
ayer tarde la lave
ayer tarde la lave.

Luna, luna, luna, luna llena
Menguante.
Luna, luna, luna, luna llena
Menguante.
o clímax
 não é
no clítor

dentro do carinho.

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o tempo, o sentir, a chuva, o pensamento que vale menos que a luz do sol.

"(...) O tempo, em lugar nenhum e em silêncio, passa.
É inegável - todos temos mais dez anos agora. Ainda bem, poderíamos ter menos dez. Tudo nos aconteceu. Amamos, disso temos certeza. E fomos amados - onde encontrar a certeza?

Avançamos aqui materialmente, ali não, nos realizamos neste ponto, em outros queríamos mais, algumas coisas tivemos mais do que pretendíamos ou merecíamos - mas isso é d
ifícil de reconhecer. Perdemos alguém - "Viver é perder amigos".

No meio do feio e do amargo, no tumulto e no desgaste, tivemos mil diminutos de felicidade, no ar, no olhar, na palavra de afeto inesperado, que sei? Espera, eu sei. É a única lição que tenho a dar; a vida é pequena, breve, e perto. Muito perto - é preciso estar atento."

Millôr Fernandes
não consigo escrever. dariam umas quarenta e quatro linhas de pura repetição de pensamentos, aprendizados, sonhos, paixões, cigarras, reggaemusickaya, em slo o o o o o   o    o     o           o             ow.
"e no teto a minha tela de cinema

nela ainda vejo nossa esgrima de línguas
nossos lares, nossa antena"

não é de ver, é de deixar passar
sereia semente sereia

zoim de pitanga

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fruta mais bonita de voce. vc disse. e é por isso.

Do amor, por exemplo, tudo o que sabemos é que ele existe.

leminski

uma tática de vida é essa jam interminável

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minha sabiá
minha zabelê
vem correndo me dizer
por que eu sonho toda noite
e sonho só com você

o melhor que há

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namoradasolua

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somente o tempo, o tempo só
dirá se irei ou permanecerei pó
se encontrarei deus ou permanecerei só
se ainda hei de abraçar minha vó

somente o tempo, o tempo só
time alone, oh! time will tell


viagem chapada
é uma viagem
pena estarmso só de passagem
uma viagem
pra chapada

quero quero e passarinhos felizes

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e um lago em suas beiras.

pé em deus e fé na taba

pra não dizer que é malaxofobia

CÍPSELA:
"é cada fração de um dente de leão, que as pessoas assopram, e voa."

você teria tempo?

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inalcançável você
medo de ser
viver o que é belo
parou o mimimim
ser o que posso ser, enfim
conversar em solo,
você teria tempo?
acabou o tempo?

let it be

nem teria como haver de ter

agora sinto
sinto tanto...
acho que foi o que aconteceu hoje
toda a saudade que desapareceu de mim
que me fez ficar assim
a caminhar só
solo e em sol
apareceu aqui bem dentro do aqui
de coisas de longe longe longe
muito longe

e mais uma vez sofri de amor
do amor que eu não tenho
nem quero ter
eu sofri do amor que não quero ter
 eu sofri do amor que não quer ter
eu sofri do amor que não quero ter
não dá outra
eu não tenho controle
a impressão é contrária

contrária
eu sorrio
mas os dentes nãoa parecem

bom estar com você. mesmo.

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ninguém sabe de nada.

zoim com retina de céu

eu preciso te ver e te dar um abraço, amigo.
olhar pra você e te dar um sorriso.
dizer que amo.
dizer que agradeço.
dizer que reli uma carta sua de 25 de abril de 2009.
e você tinha os sonhos.
disse que quando passassem as árvores
e as luas madrugadas
teria o tempo.
e se os sonhos continuassem,
seria então poeta.


oi sim sim, oi não não, quero ver cair quero ver subir, quero ver bater quero ver cair, oi sim sim, oi não não

perdi.
perdeu.
perdemos.
medo é contrário ao amor.
então perdemos.
porque a gente acha à toa.
perder já é achar.
mas vc perdeu.


ainda lendas do olhai

eu sei o que é aproveitar o tempo.
dentro dele. me perco. e estou no caminho.
como eu me delicio nas pessoas.
me perco nelas. logo, no tempo.
e vou vivendo assim.
me arrependendo em tempo integral.
sem culpa, e bolachas de água e sal.
eu já quis ser caminhante com o vento.
e hoje eu quis saber outra língua.
francês mexicano. espanhol indiano.
outras mulheres.
lábios. grandes lábios.
eu preciso andar por aí.
vamos fazer um filme?
a gente dorme. aí gente acorda e volta ao normal.
ontem à noite eu não lati. ontem à noite eu não lati.
eu quase explodi pelo que me passou aos olhos.
mas poupei meus pedaços que seriam espalhados.
eu sei que você cataria. mas os guardaria.
você. você. você. ai ai, você brinca, né?
eu também sei. sei tanto e nada. neeeeeeem...
e brinco, mas comigo.

espaço entre os tempos dos olhos

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‎"o mais interessante nas pessoas é o seu anonimato. o resto elas disfarçam tentando ser alguém. e fica um saco.  e falam, como se tivessem que necessariamente cobrir um grande buraco. por isso eu fico olhando todas  passarem, com essa cara de retardamento autista, é minha especialidade, não disfarce, eu gosto do gosto de lamber te com olhos!"

Daí eu li isso que a Carol escreveu e achei parecido com o que eu sinto e que andei compartilhando na madrugada passada com alguém. 
É mais fácil quando está  escutar simultaneamente o que ela tem pra dizer, com toda a paciência do mundo inteiro. oh! estou a olhar alguém - percebo - que fascínio, e então ela deixa, deixa eu olhar pra ela, lamber todas as suas formas, rugas, marcas de expressão, dentes, seu olhar morto que me olha também sem perceber, e aí eu olho olho olho. a pessoa deixa. fascinante. o silêncio atrapalha. 
hoje na pizzaria um cara que acompanhava uma amiga perguntou se já nos conhecíamos: não! "você me olha tão íntim…

uma linda tarde de imagens

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choveu dentro de mim, as cigarras anunciaram antes

cheiro que ultrapassa as roupas  as fronhas resiste à água
e o coração bate  tum tum tum e o útero emerge tuuuuuuuuuuuum.

chuva que trouxe

hoje
                      acordei
                              comi fruta
          amarela
                         rosa
e
     branca e
                                      e                   senti saudade           saúde          saudade


                         pontuadinha               .               .                 .

não se conformariam com a morte

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barulhinho bom

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e até me pergunto, sabe?
até onde vai tudo isso.
estou indo tão longe
pra longe de casa
e tão perto de mim
eu acho
se eu me perder
mãe,
eu um dia volto
mas não agora
depois
eu abracei meu irmão naquela noite
quente
com luzes
e águas reviradas

quem vem lá

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se você me chamar
eu vou
você sabe
mas é só de brincadeira
brincadeira
da que a gente sabe
se você me chamar
 eu vou
sou eu, sou eu


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círculo de fogo ou fortalezas e vulnerabilidades

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terra

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encantador de passarim, tocador de árvore ou caminhante do céu

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A tal menina de águas revirar
De fogo ia criar
De luz uma passarela
Lá da janela
Cor de anilina
Cor que não se via
via Amaralina

eu parei de incentivar o matadouro, e você?

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eu juro que pra começar qualquer grande mudança é: DECISÃO.

amores

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tem sexo que é desse jeito. cantando. tem amor que é desse jeito. cantando e cantando. às vezes é só isso só. tudo isso. existe casamento de olhos.
eu quero mais choques.
mais.
eu quero mais.

eu não tenho saudade porque tudo tá cuado em papéis

e um deles, está assim - novembro de 2010:
"príncipe das chuvas do reino dourado-azul,
como colocar roupas no varal se começa a chover? hoje só escovei os dentes, quando levanto os braços, penso em você, pra você. é uma camisa grande rosa. a gente sai às ruas e vê o desfile de lindos guarda-chuvas, menos o meu, de olinda... saudade dele. Já foi em dia de domingo no buraco do tatu? é a concreta solidão que existe em brasília, a solidão que pesa mesmoo que o eixão esteja engarrafado. todo esse vazio que arde no estômago me faz perguntar a pergunta clichê - a quê servem os poetas. os poetas servem ao corpo que não está, à palavra que não esquece, ao silêncio. não servem ao tudo, porque nada são inquilinos, embora prestem pra alugar outro ou estrela - só estão aí porque sem utopia não bastaria um abraço.
este ano é o ano do tigre. parece que mesmo com tudo acontecendo nada acontece, e é tudo rápido-súbito, ou lento-súbito. vai me encurtando, fazendo tensões, diminuindo, dando pra caber…

samambaias fvuulf

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pra que? que besteira. uma falange machucada, do pé. tudo por conta daquele salto na sequência de golpes altamente violentos marginais. muitas bandas. muitas bandas. calcanhar nas canelas. uma bundada na cara, de um cara grande e gordo. um cu peludo na minha cara. beijo beijo beijo beijo de leãozinho pra amenizar a última lembrança. desses pensamentos corrridos e atropelados por outros pensamentos e sensações corridas. o metatarso e falange se comunicam agora. eu ouço. essa música também, que toca enquanto eu penso como será o final desse texto. mas nunca que eu vou conseguir escrever (pausa), poruqe as mãos perdem pro estado-tempo-espaço. pensei na composição das tres ultimas palavras, e pensei nessa ação, metalinguísticamente. que me faz lembrar da professora bernadete quando eu estudava no jk,, um colégio azul sem sombra, sons... aquele burburio dos corredores no intervalo, o sinal, a sirene, a cantina, a quadra de sol, o jardim, aquela partida de ping-pong, eu com o tênis da minha…
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eu fico sem ninguém em mim


luazul

tudo é uma coisa só. a lua azul. a lua azul. pipoca laranja. alguma coisa que me dê sentido. e eu sempre fico pensando que é isso que tem que ser. é óbvio. é óbvio. é óbvio. sandy e júnior, é óbvio que o que é imortal não morre no final. então fico tranquila. eu preciso fincar num cais. e dia 3 de setembro é um ótimo dia pra não ficar assustada com a minha irresponsabilidade, des-paixão, des-envolvimento. e eu nem to cansada. tô aí pra jogo. e mais essa agora: mostrar pra uma penca de gente que é segura de que sabe todas as coisas do mundo como é importante fazer o que pra mim é importante pra viver. que fase de vida é essa, gente? e essas noites quentes de primavera?e essas noites quentes de primavera? lua no alto, seios de fora sem medo do peito que pode esfriar. o coração friozim. mas ainda tem brasa. e ele sempre pensa naquilo. o problema é que ele nã tá leão. ele tem pensado muito antes de agir.

noites quentes de primavera.
coração que venta gelado.
desfolhando-se.
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todo mundo, em algum momento, conta que tava esperando alguém depois que alguém apareceu.
tem em várias músicas.
todo mundo, em algum momento, conta que não tava esperando alguém, depois que alguém apareceu.
tem em várias músicas.
todo mundo, em algum momento, conta que não esperava mais nada, depois que alguém apareceu.
tem em várias músicas.

chegou a minha vez, eaí, eu vou ficar com as 3 alternativas,  pra ver se dá mais peso pra dona sorte, e a vida deixa eu me adoentar um pouquinho.

porque sofrer de amor, né, amigos, é uma delícia! "é quando tem um holofote em cima do planeta terra, e ele tá ali, só em voce."
eu me rendo. eu me rendo. eu me rendo.

eu preferia o silêncio. preferia sim

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sem bobagens.
não tem ar no mapa astral da camila.
então mergulha e aproveita a onda.
estou com alergia a qualquer possibilidade de amor.
chega perto, meu nariz ja começa a escorrer.
alguém me olha nos olhos com corações na pupilas, eu desvio o olhar e não quero saber.
fico com a pele empolada se durar mais tempo.
então percebo que a vida realmente se preocupa com a minha saúde.
ela cuida pra que o vento leve as enfermidades pra longe.
eu não me importo.
 não tenho doenças mal curadas.

não tomo remédios, nem faço tratamentos, terapias.
e ando descalça
o segredo da saúde forte é que a vida me cuida.
o vento é meu guardião,
amor, levado pelo vento.


meu amor é de água,
não entra pelo pulmão
entra pela boca e sai pelo xixi
leva embora o que é amarelo.
meu amor é água.

27 de agosto de 2020

Quando eu tinha uns 12 anos eu beijei pela primeira vez um menino. Atrás da igreja. Encostada no poste. Foram alguns segundos de tamanho espanto e vergonha após os segundos de pura ousadia e coragem que antecederam o tal ato assustador, que empurrei o peito dele pra lá, num movimento só, depois saí correndo, sem olhar pra trás. Nunca entendi meu medo de beijar os outros que carreguei por um bom tempo na minha vida. Um longo tempo. Sendo que antes, alguns anos mais nova que isso, eu beijei minha prima. Eu devia ter uns 8 anos, ela uns 6. Ela que propôs. E foi uma pura brincadeira de curiosidade, porém, escondida.
Esconder-se era frequente. Fazer bugingangas, cortar papéis, inventar coisas: escondido. Sempre tinha alguém pra olhar por cima e perguntar com um ar de reprovação: O que você está inventando aí?
Acho que durante muitos anos fui submetida a um jogo sutil de esconde-esconde na vida real.

Quando eu tinha uns 15, me apaixonei, mas não se apaixonou. Eu soube dessa dor, mas escond…

amor é que nem aquela delicadeza brusca no meio do caminho de sol a pino

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aquela plantinha do lado asfalto com uma surpresa rosa no meio daquele túnel amarelo. vc se atreve a me dizer do que é feito o samba? o seu samba tem cordão? tem. imenso. eu preciso ter coragem todos os dias pra me deliciar assim, sem medo. que é contrário ao amor.

tem espinhos no caule. não se pega com as mãos.
mas com os olhos e muito respeito.
quase como seios.
seios tem espinhos, mas a gente pode tocar as mãos.
os olhos.
a boca.
a língua.
o choro.

lua sorrisinho

olhar
cheiros
seios
memória

num momento em que eu acho que não dou conta mais de escrever, muito menos aqui, nunca mais. mas eu queria, ao menos, escrever como foram incríveis meus 21 dias de aniversário! 21, estou aqui conseguindo olhar um pouquinho melhor da janela do 2º andar, se na pista lá de baixo a gente não tem pra onde olhar, a não ser assim, com um passo depois do outro, de dentro da rua, muda tudo. eu sei, eu preciso escrever. Eu preciso escrever, eu sei.
me sinto diferente. e como a vida é capoeira.
e como. o beijo, a festa, a capoeira, o sexo, as idades, o tempo... e como,  deus! deus não sei
o movimento tá mais calmo do golpe, do recebimento da língua da esquiva e da rasteira
do olhar to buscando receber todos todos os movimentos todos, todos os tempos de colocar  colocar dançando
sentia dor por sentir alegria

-ai que dor em rir!
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ser
querer ser
merecer ser
um camaleão.




olha só, menina

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quando eu descubro algo sobre como fica a minha pele quando você tá



assim

segundo dia!

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Véi, dia 2 eu tô aí. Tá, então tu vem e traz um filme pra modeagente vê! Beleza, e vou levar um treco pra você. Ulálá, então vem com tudo hahahaha.

E depois de acordar cedo, pegar o metrô pra taguatinga centro, e fazer o passaporte e mais uma vez ser sacaneada com esse negócio de foto tirada na hora, e logo hoje que fui de turbante e tive que tirar, magina só a beleza que ficou a foto pra sair no Passaporte, uma lindeza. Inacreditavelmente 6 dias úteis pra tê-lo em mãos. Pai, vamo ali? Eu quero me presentear com uma coisa:



Véi, tu quer que eu te pegue na rodô? Oxi, chegaí. Uma carta. Uma fita vermelha enrolando o papel pardo que embrulhada o presente bonito e rico. Almoço com cebola pra ficar no bafo. Filme Espetacular, recomendo: O ano em que meus pais sairam de férias. Um prazer. Uma Amizade. Histórias e risadas.




Nem acabou ainda. Capoeira-ra-ra!