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Mostrando postagens de Junho, 2012
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Alimenta o fogo, atormenta o mar, arrepia o corpo, joga o ar no ar, leva o barco a vela, levanta os lençóis, entra na janela, leva a minha voz. Nuvens de areia, folhas no quintal, canto de sereia, roupas no varal. tudo vem do ven-tudo vem do vento vem tu-do vento vem do vento vem tudo tudo bem Sacode a cortina, alça os urubus, sai pela narina, canta nos bambus, cabelo embaraça, bate no portão, espalha a fumaça, varre a plantação, lava o pensamento, deixa o som chegar, leva esse momento, traz outro lugar. tudo vem do ven-tudo vem do ven-tudo vem do vento vem tu-do vento vem tu-do vento vem do vento vem tudo tudo bem

eu tenho algum problema com amor demais. corretamente ou incorretamente.

é sempre assim.
e eu sempre chego na mesma dúvida. eu mudo? me aceito? me assumo e mudo?
fico indiferente  independente?

me arrepender nunca é específico. acontece mesmo. e eu nem me arrependo de estar sempre me arrependendo. acontece. é sempre, muito do que sai, de graça.
amar do tamanho do mar. do tamanho do ar.
um visível, outro invisível.
me aceitar está acompanhado de um caminho com muitos escorregões, olhos dentro dos olhos que chegam sem possibilidade de sustentação, ao ponto dos joelhos quebrarem, e os pés ficarem pra trás... (e ter aquela mesma imagem de si imesma caminhando com o toco das canelas por calçadas de cimento). mas eu sei que é como o grito da mulher que é presa na minha garganta: ser aquilo que eu realmente sou ainda vai me levar além.

e tá tudo bem. acho que já sei trabalhar algumas reações repetidas assim. nada imprevisível.
dessa vez escolho me dissolver em poeira diante de uma brisa.

...

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---#3ª turma arrasando! E marcinha super nas edições!
é porque as pessoas são adultas demais.

O ELEFANTE

Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.

Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê nos bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.

Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se ar…

a flor confia no vento

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(...) quando eu começo a reconhecer uns poderes.

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"Os ventos têm o poder de destruir edifícios, derrubar pontes e arrancar árvores, com raiz e tudo. Não fica pedra sobre pedra. Não é só a ventania que provoca estragos. A pressão do ar do lado de fora das casas se torna menor do que lá dentro, provocando um verdadeiro quebra-quebra. As janelas e tudo o que é feito de vidro explode. O mais pavoroso é que o efeito ascendente no interior do funil de um redemoinho pode erguer e transportar objetos pesados a grandes distâncias, jogando-os violentamente no solo. Um furacão pode demorar 24 horas até se acalmar. Destrói quarteirões em minutos. Seja em um dia ou em um piscar de olhos, é um cataclismo capaz de fazer até o mais valente dar vexame. A energia liberada por um furacão em um único dia é tão grande que, se pudesse ser convertida em eletricidade, seria suficiente para abastecer um país como os Estados Unidos durante seis meses." (fonte: um site qualquer)

"Levantar-me aos poucos, como um pó-de-vento, lentamente crescend…
peito



mão


olhos mornos




lábio
lábios
língua




bem

esol

solta
do
sol
o
 lua e
(respi)



ngos do                                                                                     rrrrrrrrrrrrrrrriiiiiiiooo
que caia das ventanas.

madrugada de hoje

terminando um trabalho de faculdade. terminado. alguns emails com destinatários trocados. (OPS).
passando e repassando em diários abertos vizinhos.
são desses caderninhos de cor que ficam ao acaso, escancarados em uma grama qualquer, o vento mudando as páginas, sozinhos ali... ffffff shuáááá a diferença que eles não estão esquecidos.
quanta coisa! 1- preciso de férias. 2- não posso nunca mais me ocupar desse jeito 3- preciso caminhar pela minha memória 4- primeira vez duas vezes num mesmo dia 5- não quero ouvir mais segredos que não são nossos 6- senti um remoçamento 7- blábláblá. queria que estivesse sol aqui em mim, mas escuro (talvez fechar os olhos funcione)
amanha eu já sou outra coisa ou alguém. coisa? alguém? mel com própolis, mel preto, amarelo que parece pasta de amendoim. eu preciso de um tempo com a Lua. eu preciso de um tempo. vou explodir. cair em mil pedaços. mas diferente daquela outra vez - parece até outra vida.é, pois é... é outra coisa...eu ja cai em pedacinhos, ma…

tenho carinho!

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#20 anos da Dorinha.

viva perigosamente - viva entre flores - e sementes

corre a lua porque longe vai

24-06-2012

17

janelas abertas, dentro do céu
estrelas mirando as meninas
dois pares de seios
braços na janela
respiração
linda.

23-06-2012

7

todo começo também é um fim
e todo fim é um recomeço

de vento em flora

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talvez ela seja diferente

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eu faço dele meu e não me falta o passo

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segredo

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com marina na quinta à noite!

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é ruim quando ela faz isso.
é ruim.

um mergulho gelado!

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tudo o que tem em mim não sabe falar.
e grita. é burro, sem eixo e pega fogo.
recorrer às àguas. à terra. e mais fogo.
fogo é bonito mesmo. fogo é bonito.

tempim pouco que ja fez diferença

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trilhos urbanos

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Talvez, ser isso é isso mesmo. é o que eu tenho que entender. rapte-me camaleoa. poster que tem durex remendando a pontinha rasgada. não quero fixar uma idéia agora. tem que ser boa. aquela imagem nua, andando pela casa com um som na mão. a qual me vejo com cabelos amarrados. quando deito de bruços, distraída e retorno à atenção, sinto a diferença sensível de um estado para o outro. os orgãos transmutando o calor.

I Mostra Internacional de Mímica de Brasília

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Um experiência antropofágica. Muito aprendi nesses dias. Gratidão e Generosidade. Um sorriso cubano que se começa desde os olhos e que vai até a cintura e pés. Gana! Miquéias - Dom Quixote, Valeu demais! Generosidade nos olhos, por favor. Por favor!
Conheci Jiddu, Ravi, Luis, Ernesto, Ravier's, Olivia, Dalila, Daline, Meninos de Goiania, Salsa, Merengue, calor e inocência cubana.

Barriga de soluço batendo na minha ou toca no silêncioso

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Mudei de casa. Eu moro em Brasília. Portas amarelas, as de fora. As de dentro são sujas. O chão da cozinha é azul escuro, de azuleijos, como as paredes, estes tem desenhos.
Nessa casa tem muitos armários, neles muita coisa guardada. Quem guardou nem aqui conosco está mais. Tudo isso (...)

Fui interceptada por um pequeno sono sobre o caderno, e ao olhar pra ele de novo, meu celular toca no silencioso fazendo um barulho que não me deixaria pegá-lo de maneira lenta. Atendo: uma pessoa!
-Você está em casa? - Estou. - Então desce aqui.

Foi o tempo de colocar meias, uma camiseta, um casaco. Estava lá, olhos peruanos avermelhados esperando na pilastra debaixo do prédio. Um abraço confortável. Barriga de soluço batendo na minha barriga. Tempo.

-Tristeza. - Amor? - Também, os dois juntos.
Silêncio.

Ela precisava me emprestar um cd. 10 faixas - Agora: na 6ª - Woman dont you cry for me -Volto pra buscar! Tchau.

Tchau e um olhar passageiro na fixação à frente. Na capa do álbum um olhar de peixe:…
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Rinocerontes em botes de Felini, onde estavam como plano inicial estarem pendurados em seu teto. Escrevi naquelas paredes com a maior letra possível, lá ficaram.

um domingo lindo, lindo, lindo!

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eu posto é vídeo, mano!

Se jogar na frente de um carro? Subir na antena de telefone da cidade? Pular de ponte numa cachoeira sem conhecimento? Vomitar que nem uma poia?
Fazer todas essas coisas quando se está bêbad@ é para os fracos, eu posto é vídeo de Daniel cantando "estoy enamorado", fi!

qualé, neguim, se ligou?
velho, o que é este vídeo aqui em baixo?
rá...

se for pra ser brega, tem que ser de com força...

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kkkkkkkkkkkkkkk a partir dos 2:07 que é o canal do amor..

visitas

"(...) talvez as pessoas que mais franqueiam e exponham publicamente suas intimidades, a verdade de seus corpos e de seus sexos (seja em reality shows, sites de relacionamento na internet, vídeos caseiros no Youtube ou outras “plataformas de sociabilidade”), talvez essas pessoas que, portanto, mais se confessam, sejam as mais cientes – consciente ou não – de que suas intimidades residem em outro lugar. Lá onde somos ainda irredutíveis, irredutivelmente opacos. Lá onde somos mais aquilo que em nós não-é. Agora é ponto de verdade."

livro do documentário que a marcinha citou.

hoje eu acordei com você

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eu gosto tanto dessa  foto, leãozinho.