Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2013

Ines tabilidade

eu olho nos olhos dessa
guria de pele avermelhada - fecho
quando abro, sobrevoando o mar
e a terra eu já estou.

eu beijo o beijo dessa
índia sereia de escamas
vermelhas - e nele ainda
já sinto a boca seca da
minha cidadeque também
me espera.

uma busca sem-fim, chegadas,
amor de espera, amor de
caminho. estrada nunca - tempo algum -
acaba, o
caminho sempre debaixo do pé está
ou em cima da cabeça
pra sempre é
sempre boa hora.

não sei o que são essas coisas II

Imagem

não sei o que são essas coisas.

Imagem
te juro que hoje
hoje
hoje eu driblei
essa parte mais burra
do ego
essa da sabotagem
eu quase fui lá
só pra estar lá
com o meu EU bem grande
esfregando na cara
mas aí
Não
fui não
fiquei com o meu eu
pra mim, pequeno
feliz

meu estômago ainda ferve que nem sonrisal

apego é inércia.

9 : 8+1 - e não um número.

céu: espaço ilimitado e indefinido onde se movem os astros.

ceús: designa surpresa ou dor.

dia: tempo entre o instante do nascer e o por do sol, claridade com que o sol ilumina a terra. período em que a terra está clara, ou o intervalo entre uma noite e outra.

noite: espaço de tempo em que o sol está abaixo do horizonte.

nunca: tempo algum.

ego :

identidade: performance.

se a gente trocar a palavra sonho pelo tempo no dicionário, não sabemos o que é o que.
não há tempo algum.
"(...) imagino...é foda quando algumas coisas se atravessam, mas eu aprendi que sempre se atravessam, véi."

dança

No ventre do vento voa o movimento,
Ali foi gerado, dali parido, rebento reluzente e sedento,
Que gerou o pranto, mas a alegria e o alento entre nós dividido!

ventinho que assopra e distrai

e o cuitelinho não gosta  que o botão de rosa caia ai ai /  o coração fica aflito bate uma, a outra faia /  os óio se enche dágua / que até a vista se atrapaia ai ai
tá doendo mansinho e os dias parecem não deixar  a água dos zoim cair, parece que tá faltando o pulso da água. lágrima é irmazinha, cai de duas.
tá doendo mansinho olhar mansinho duas mãos se ajuntada.
tá doendo mansinho essa falta de abraço. essa lonjura. falta de encontrar de avental na cozinha. falta de sentada no sofá com o violão. falta de estar nua no banheiro e eu olhando pela fresta. lateja um poquinho, mas a assoprando o ventinho distrai. passarinho.

os dias estão passando com o começo de bibicleta pela L1. vento. telefone. saudades que vão doendo por dentro, não de mansinho.  eu sonhei com as quatro mulheres presentes. loiras e morenas. vestidos lilás de anáguas, babados e rendas. leoas que abrem o espaço.
altivez. altivez foi um dos aprendizados de hoje. altivez, desde cedo.

antes de silenciar

Imagem
primeira coisa: reconheço que estou 20° dia do meu ciclo sagrado. um copo dágua na minha frente. longe de casa. cansada irritada de não conseguir me concentrar num período grande de tempo fazendo as leituras acadêmicas renderem. já era. amanhã é outro dia e já era. e não é a primeira vez. na verdade isso é a regra. não viva o desejo ; viva o que tem que ser feito. essa é a  regra. eu to aqui pra dizer que eu não sustento a regra.  embora a regra me sustente. a rotina não me deixa perdida no vácuo. mas a rotina desesperadora me guerreia e deixa a pele arranhada. 
agora me lembrei daqueles minutos preciosos da noite anterior com tantos jovens meninos homens cantando. apartamento cheio de sensualidade. cada um com a boca do seu modo. cada um com os olhos ao seu charme. com os ombros à sua sensualidade.
"Todo mundo sabe que é difícil cavar e encontrar a raíz
você come a fruta, você segue em frente, você acorda na sua cama
mas eu amo o seu rosto porque não há nada para fazer com tud…

tijolos e o gosto da noite anterior

eu acordo com gosto na boca do dia anterior. gosto dos vários adiamentos. gosto da pequena grande espera. da bagunça que estão meus livros, papéis e apostilas. continuo daqui ou retomo o que não fiz? às vezes o que vem não diz pelo o que pra trás ficou e eu não escutei. tenho saudade de tantas coisas, mas eu só consigo pensar : como será daqui alguns meses, anos, idades? penso em construir. só consigo tatear o vento. meus tijolos são feitos de vento. eu amo meus tijolos. meus tijolos também sustentam o meu medo.

memória

Imagem

u r b a n o r g â n i c o s

Imagem
Fotos: Dani Azul