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Mostrando postagens de Maio, 2013

retratos I

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cais inundado

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Não sei mais definir os limites das coisas que vejo, percebo, olho, enxergo.
Estou tão envolvida no fazer do meu qualquer coisa, e me apaixono, no entanto fora da caixa se parece tão frágil.

palavra palavra palavra. cansei de voce.
só que ainda não.

preciso te aprender mais.

vinda
bem
seja
vida

EROS, TÉDIO, DANÇA

"Já Erixímaco, no Banquete, fala como médico sobre as virtudes e perigos do amor para a saúde. Segundo ele o bom médico sabe suscitar o amor onde não há e eliminá-lo quando for necessário. O bom médico sabe harmonizar os princípios contrários no corpo (frio com o quente, o seco com o úmido), por isso a medicina, assim como a ginástica e até a agricultura seguem o principio de Eros."
Em O Banquete : “O que podem dizer os passos [da bailarina]?”. Trata-se de uma pergunta embaraçosa, tão difícil de ser respondida como: o que é o tempo, a morte ou o mundo?"
"Para Heidegger o tédio por alguma coisa ou o tédio em relação a si mesmo têm algo em comum, ambos são formas de tédio com uma causa determinável. Existe entretanto um forma de enfado mais profundo, um “tédio de raiz”, radical, que não tem uma causa específica. Para esse tipo de tédio não funcionam mais nem a diversão, nem o jogo, nem o passatempo. Tudo se torna desinteressante, as pessoas, as coisas, si mesmo, não…

No combate entre você e o mundo, prefira o mundo.

em terra de deslocado, forasteiro é conterrâneo.

fiadsjkfosadkfgsdzpvg

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mas que merda. aqui. mais que seja bem vindo, é vindo bem seja. tá difícil.
quando a gente perde o tesão de qualquer coisa. tenho vontade de ficar deitada num chão. algum chão e só.
não ter que perceber, não ter que ter atenção.... não, não, eu quero ter atenção. a alguma coisa. mas que isso importe pouco, porque o acaso vem e.... acontece alguma coisa, que pode ser ao mesmo tempo nada.


bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla
bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla
bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla
bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla 

O fio - curta metragem

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bobinho esse tal de amor

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se há amor
se há direção
toda distância
se salva




"A verdade seria aquilo que, ao ser retirado, descobriria como única perspectiva a morte."


 A incerteza dos signos
1. Procuro signos, mas de quê? Qual é o objetivo de minha leitura? Seria: acaso sou amado (não o sou mais, sou-o ainda)? Seria meu futuro que tento ler, decifrando naquilo que está inscrito o prenúncio do que irá me acontecer, segundo um procedimento que tem tanto de paleografia quanto de adivinhação? Não seria, antes, no final das contas, que permaneço suspenso a esta pergunta, cuja resposta busco, sem descanso, no rosto do outro: o que valho?

3.(...) De meu outro, receberei toda palavra como signo de verdade; e quando eu falar, não colocarei em dúvida que ele irá receber como verdadeiro aquilo que eu disser. Donde a importância das declarações; quero sem cessar arrancar do outro a fórmula de seu sentimento, e de minha parte digo-lhe sem cessar que o amo: nada é deixado à sugestão, à adivinhação: para que se saiba…
chorar de guerra.

que hay estar atentos

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es que hay que estar atentos
requiere de toda tu energia
si es que queres salir
de ese enjambre mental
que te atrapa
no te deja ver la luz

leãozinhomitido!

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vento amarelo

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evaporar

Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar

Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar

O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei

E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar

Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar

O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar

Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar

Ahh deixa pra trás
Sais e minerais, evaporar!
amor sem fundo
nao trabalhamos com bancos
amor nao vai pro banco
amor vai passear
não existe culpa
não existe sólido
fecha os olhos e se deixa
no mundo deliciar
os astros

nunca é igual

todos os dias eu acordo e , às vezes com um pulo do despertador, o que me faz esquecer o sonho que tava tendo - isto é, a maioria das vezes, noutras e respiro, olho o céu que se posiciona elegantemente ao lado da minha cama, penerado por folhas verdes-douradas. todos os dias eu danço e, às vezes me deixo levar por uma falta de disposição, o que se transforma no passar e repassar da atenção pela pele e pelo sentimento.

Pronto - o sentimento.

cheguei num lugar de perceber o quanto neguei e nego o sentimento à mostra pra construção do movimento. é hora de buscá-lo. parece não preencher-me, mas ele tá lá. isso é no hábito. a dança da gente muda quando a gente muda a vida da gente. a vida da gente ta na nossa dança, e a nossa dança na vida da gente. mudando hábito - o movimento muda. todos os dias, eu lembro daquela imagem daquele corpinho cheio de vida e pouco movimento na cama.eu tenho uma sensação um sentimento de piedade, um pedido de piedade. parede sofrer, não se segure mais.... não…

doce, delicada e saboroso.

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sido

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ando sendo. tenho sido. andando em pés firmes na superfície do chão, lembrando bastante - com a magia de trazer a memória para a poder de tocar o que foi lembrado. percebendo que ando percebendo com calma as coisas. calma porque sim - simplesmente - as coisas vem vindo e eu olhando pra elas. mas numa sobreposição quase incansável, mas não, ela cansa - eu sinto nos olhos e nos dentes. um orgasmo é sentido pelos dentes também. totalmente diferente.
o meu trabalho. cheguei num ponto. cheguei num fio. em que preciso expandir e abrir mais em todas as dimensões. percebo que prendo muito. prendo muito. o que? não sei. mas fica alojado em umas partes - ombro - olhos - quadril - costelas. o sentimento - a memória da lágrima, do frio, da culpa, etc etc etc etc etc etc.

a gata desse mato todo que sou

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queria ficar oca
que nem as palavras

fúria

meu brinquedo tem que ser a fúria
meu brinquedo é pra devolver isso tudo
que faz a gente se sentir assim
sem nós
e com um monte de nós armados na garganta e no peito

meu brinquedo é pra mudar o mundo.
a tradição
é reinvenção
da tradição
aqueles olhos dentro de um corpo diminuido pelo tempo e enlarguecido cheio de eternidades e sofrimento.


não somos nada.
não seremos nada.
não quero ser nada.
e ainda sim quero.
eu tenho todos os sonhos do mundo.
tem gente que não tem mais sonho
e tá comendo mal
e tá triste


e tem gente sacaneando demais.
e tem gente fazendo o rapa.
e tem gente sacaneando demais.


o corpo
não é nada é tudo o que temos junto com o tempo que acaba com o corpo que eterniza no tempo que fica dentro do corpo e a gente ocupa espaço que é tempo estar é tempo estar é ser e ser é corpo que não é nada e é tudo o que temos.

gentes simples.

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com olhar de novo

eu sinto muita falta.
eu sinto muito.
falta.

quando

quando eu era criança eu achava cristais e dava o maior valor do mundo. o que seria, toscamente comparado, com o valor de um diamante. até que, eu mostrava pra alguém, e este respondia que eram só cristais, ou até só pedras brancas.

quando eu era criança eu andava em lugares que nunca tinha passado antes, e sentindo que sim, já estive aqui - a sensação.

quando eu era criança tive um sonho de bruxas más o qual me lembro até hoje.

quando eu era criança eu tinha prisão de ventre e adorava danoninho.

quando eu era criança me sensibilizava muito com o cheiro da casa das Gentes. Minusiosamente guardado.

quando eu era criança dava cavalo de pau de bicicleta, jogava bola demais, ganhei o título da menina que mais corria na escola, a melhor na queimada, muito ruim na matéria de ciências.

quando eu era criança queria muito aprender a tocar saxofone.

quando eu era criança mentia bastante.


peruana

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abraço do mundo

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aquilo

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implosão

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em terreiro estrelado

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a celestina
o aprender
a maestria
o tambor
o agbé
o movimento
a fé
o ouvir
a roda
a ginga
a coragem
o gongué
fogo
rio
água
floresta
zabelê
capoeira
vento
ouro
pedras







agradeço

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a-g-r-a-d-e-ç-o.
eu ainda preciso reconhecer algumas palavras do universo pra poder realmente tentar agradecer de um jeito que seja ajeitado, engomado e enlaçado com fita vermelha. eu não me aguento nessa sensação louca de tantos deuses dentro. deusas dentro.



"a comunicação por palavras, muitas vezes, leva a uma redução prática do sentir." Ana cristina colla