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calor de dentro da pele

25 de setembro de 2014

Brasília.


Escrevo o cabeçalho e penso que dificilmente escrevo fora dessa cidade. O que há nela que me conduz à página branca?
Revirando hoje algumas coisas da minha mãe li uma frase num livro do Paulo Freire, com a letra dela: Na procura, aprende-se a ter esperança.

Me reviro pela cama, percebo que o que faço são constatações: a cidade é tão barulhenta à noite! Mesmo que eu tenha que colocar o volume da televisão à meia noite no volume 5, e quanto mais madrugada, menos. Ainda assim há ruídos de coisas que estão tão longe mas que dão para escutar. Avião. Nunca peguei um voo que chega 1:41. Não teria dinheiro pra pegar um taxi, ou uma casa em que pudesse acessar a esse horário.

Percebo que mudei o tempo em que escrevo, o tempo das palavras, o tempo verbal...

Penso no barulho baixo da cidade porque, depois de muitos minutos me revirando pela cama, devido uma grande agitação e ainda alimentada pelo calor da cidade em setembro,percebo que constatei muitíssimas out…