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Mostrando postagens de 2016

aqui, eu sei, um brilho me mantém e não para. na dor, a cor não falta não e não gasta.

calor me vem subindo
me mantém acesa

parece que foi sonho

uma hora a gente acorda
e vê o compromisso
do olho aberto
às vezes não quer ver

é preciso, ver, menina.
é preciso ver
o divino é transparente.

dentro de uma cama
ausente
um corpo suspenso
um sonho escuro
lá dentro
acordada
debaixo do chuveiro quente,
quando é o que se tem pra aquecer a alma

mas o corpo é presente
oi
to aqui
eu gosto de morrer
de amor
porque o mundo porque luto
nasço

expiro na cama

"(...) Os dias passam e eu já vou, chama as pessoas queridas e vem. Se perceber que o tempo é bom, é sinal de que o amor nos deu razão (...)"

Sinto meu coração menos ansioso. Por mais  Mesmo que ainda assim eu o sinta às vezes. Vida agora, vida poema. Parece existir uma tristeza que paira como pó fino na pele, enquanto a pele é alegria.

A morte vem. Vem como levou a gata, de uma dia pro outro, a mãe de todos os outros gatos, que já foram. Deles, agora, só tem um. A morte vem,  como pra bananeira do fundo do quintal, nem vi como foi, apenas como agora está, lá, evanescendo aos dias, mas antes terra se tornará. Nela, deitada no chão, uma linda pena de bananas que se formava. Quando caiu no chão, levou outro pé junto.

Será que tem a ver com as pedras que tirei do chão?

Plantei 3 manjericões e 1 muda de orégano.

Ser gente é muito doido. Quero em vida ter sempre os olhos brilhando.

Tá bom e gostosinho esse coração calmo. Estranho é só esse choro pela perereca voltar. O que será?

estoy de vuelta a ese campo de energía

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Estoy de vuelta a ese campo de energía

Só não cabe a satisfação e alegria maravilhosa de ter recuperado essa janela para o espaço da dança escrita. Onde sinto, amo, digito. Onde reverbero, regurgito, deito. As palavras tem me possuído imenso nos últimos dias, semanas, meses. Encontrou acolhimentos por aí, papeis, emails, whatzaps. Muita coisa mudou desde o último momento aqui. Outubro de 2014. Eu ainda nem havia me mudado para Santa Catarina. Estava no inferno-suspenso de estar ainda em viagem, mas mergulhando nas profundas entranha da própria cidade, sem entender. Tudo era tanto. Lembro de mim tão estressa no quarto, sonhando, sem o poder de agir, mãos trancadas, mal alongadas, braços sem espirais. Mas de fato, muito mundo nos olhos, o corpo encharcado de chão. Tentando se encaixar em horários, sem entender as regras, sofrendo de besta. Se afundando no vazio do trabalho, do sem dinheiro, da falta de enxergar o livre arbítrio e seus milagres! Eis que aqui se abre uma nova porta para esse blog. Memórias, agoras. Vida nova.…