poço

escrever ainda é minha casa. deixar o pensamento formar palavras lentas possíveis vê-las.
como se fala e menos
amar eu pensando, porque me vejo
ser como quero, ir me inventando
útera, na ponta dos dedos

ando a nadar num rio
que nao sei se ele me ensina a nadar
mesmo assim acredito nele
e nao é das beiradinhas que falo
meio do poço
as vezes acho rocha
respiro
outras encorajo-me a procurar nada
apenas a sensação de estar na água
água preta
e se abro o olho dentro, vejo o sol
o sol furando os leitos dágua
as danças dágua
liso, fino reto
preenchendo cumbucas, cacimbas do poço


o sol entra e se abro o olho, posso ver também o que não quero
sereia com grandes dentes e cabelos
boas e difíceis

louco estar nágua
medo, beleza
solitude
prazer
mistério
entrega
infinito

sol ta e vai

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